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Gestão paternalista é a preferida por brasileiros, diz pesquisa

O modelo de liderança paternalista que relaciona a ação do gestor com compreensão, protecionismo e amizade é a preferida entre os brasileiros. Um estudo publicado por Alfredo Behrens, professor e pesquisador do Profuturo (Programa de Estudos do Futuro) da FIA (Fundação Instituto de Administração), com alunos de MBA do Brasil e da Europa, revela que o estilo de governança preferido entre os estrangeiros é do líder com foco intelectual, aquele que consegue conquistar a admiração de seus colaboradores pelo seu conhecimento. Já para a maioria dos trabalhadores brasileiros, na opinião dos respondentes, o estilo preferido é o do líder protetor.

Para Behrens, identificar o estilo de liderança preferido em cada região é essencial para garantir a eficácia da gestão. "Com base neste estudo podemos perceber que o modelo eficiente de liderança no estrangeiro, por exemplo, não se aplica ao estilo do brasileiro", explica.

Quando questionado sobre qual o modelo de gestão ideal, paternalista ou intelectual, o professor responde: "não há um modelo ideal, a liderança intelectual funciona melhor na Europa e nos Estados Unidos entre pessoas que trabalham em indústrias da inteligência, como escritórios de advocacia, bancos, consultorias, que compõem a maioria dos que estudam MBAs. No Brasil, a preferência pelo estilo paternalista de liderança é predominante".

O acadêmico ainda destaca que muitos problemas na gestão de multinacionais no país decorrem desta visão diferente entre os modelos de liderança. "Algumas companhias deste perfil tem sérios problemas no Brasil por recrutarem, para administrarem suas filiais, executivos de seu país de origem ou recrutarem brasileiros sem o perfil característico da maioria dos brasileiros. Esta receita tende a falhar porque o estrangeiro, ou o brasileiro que perdeu o ritmo do samba local, não compartilham em toda sua extensão os anseios dos trabalhadores que devem dirigir", completa Behrens.


HSM Online
05/03/2010

 

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Comentários

A gestão paternalista acaba tornando profissionais competentes em meros expectadores totalmente dependentes sem iniciativa, apesar de ser uma das preferidas dos brasileiros acredito eu não ser a mais adequada precisamos de profissionais com inicitaiva com vontade e garra para buscar o que almeja e não esperar que um grande pai lhes facilite a vida.

E é por isso que o Brasil sempre fica atrás em tudo, pois sendo paternalista, a competência e eficiência ficam em segundo plano. Em todo lugar paternalista existem um bando de vagabundos mamando nas tetas das empresas e que em nada contriuem.
Isto já podia ser entendido pela leitura da preferência por Monge e Executivo e os livros de Augusto Curi entre os mais vendidos no país por mais de cinco anos seguidos. O Monge ultrapassou 260 semanas seguidas na VEJA.Outra forma é a enorme quantidade de artigos produzidos e veiculados por escritores e executivos brasileiros ressaltando esta característica como desejável.
Mário, não concordo com a sua opinião. Esse estudo nos ajuda a perceber que há diferenças de cultura, e que para conseguirmos atingir as metas é importante que saibamos o perfil das lideranças de cada local. Com isso, mesmo que no Brasil a gestão seja paternalista, é possível sim estabelecer as estratégias e conquistar os objetivos. Ninguém disse que é impossível conciliar as duas vertentes, mas sim dar enfoque em uma, e aí sim, deslanchar em resultados. E vale à pena lembrar que os profissionais, em muitos casos, são espelhos da gestão. Se em nada ela contribui, eles também não se sentem obrigados a contribuir. Eficiência e competência todos nós temos, mas também é papel do gestor desenvolvê-las.
O bom gestor é aquele que tem a capacidade de analisar o perfil dos seus colaboradores e a partir deste critério, ele pode estabelecer o estilo de adminstração que atenderá perfeitamente aos anseios da empresa. A combinação de ambas formas de gestão pode aumentar a sinergia de todos os envolvidos na cadeia produtiva, consecutivamente atingindo as metas estabelecidas pela empresa.
*Observação particular:* Prefiro chefes que me agradem pelo seu nível de intelecto. Sou apreciadora de uma mente inteligente. Se a competência vinher junto com o paternalismo; a valorização deste profissional deve resultar em ganhos para a empresa e seus colaboradores. :D
Gestão paternalista gera profissionais incompetentes que conduz à falta de ética e moral. Para corrupção, violência e acomodação é só mais um pequeno passo. Resultado: países que são paternalistas são os mais atrasados. Ou no mínimo, incapazes de atingir o seu potencial.
É verdade, o nosso governo é paternalista, por conveniência, ganha votos enquanto fornece esmolas, e não faz nada para gerar pessoas competentes, qualidade de vida se faz com educação, é preciso mudar a cultura, isto é, crecermos como cidadãos e como pessoas e não ficar a espera de favores tanto de governo como das empresas.
A gestão ideal para a realidade brasileira, seria a incorporação de variáveis dos dois modelos de gestão. Vale ressaltar que, 98,2% de nosso universo empresarial é representado pelas micro e pequenas empresas, aliado a essa questão, um número expressivo desses empreendimentos apresentam estrutura de gestão familiar.

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