Cargo de CIO deve ser um dos mais promissores até 2020

Estudo da FIA aponta que “boom” para cargos executivos ligados à inovação deverá seguir até 2020
Estudo realizado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) em 2009 apontava o CIO – Chief Innovation Officer – como uma das carreiras mais promissoras até 2020. E, de acordo com o professor James Wright, um dos coordenadores dessa pesquisa, a necessidade desse tipo de profissional continua crescente e demonstra o quanto o Brasil precisa aprimorar sua capacidade de gestão e inovação.
Esse levantamento foi feito pelo Programa de Estudos do Futuro, o Profuturo, um departamento da faculdade voltado para medir as tendências nas relações de trabalho nos próximos anos.
Wright assinala que, embora exportar commodities seja interessante para que o Brasil desponte entre as nações desenvolvidas há a necessidade de aumentar a produtividade industrial. “E isso exige inovar processos, produtos e modelos de negócios”, diz.
Nesse contexto, o CIO torna-se uma peça chave. Isso porque é um profissional versátil e responsável por comandar a inovação nas empresas. Segundo o acadêmico, existem qualidades inerentes para quem quer seguir essa carreira.
A capacidade de arriscar o que vai acontecer no futuro, a sensibilidade para apontar as necessidades do mercado e a compreensão de como funcionam os processos para geração de valor são atributos valoráveis no profissional que “pode vir de diferentes áreas, mas precisa ter conhecimento técnico em negócios, assim como entender de marketing e possuir um ótimo relacionamento interpessoal”, define Wright.
A ênfase na personalidade extrovertida é necessária, de acordo com o professor, porque o CIO tem que sensibilizar as pessoas para mudanças. “E as pessoas são relutantes quanto a mudar algo”, afirma.
Como o CIO é também um gestor, mesmo com outra nomenclatura, ele também está presente nos pequenos negócios. Muitas vezes, como o empreendedor principal.
Wright é categórico ao dizer que o Brasil tem grande potencial para empreender e, a partir do momento em que cria novos modelos de negócios, contribui para aumentar a competitividade do país no cenário internacional.
“Poupatempo do empresário”
Para fomentar esses empreendimentos, o Profuturo apresentou ano passado uma proposta para a Prefeitura Municipal de São Paulo. A ideia, de acordo com Wright, é criar oficinas de inovação regionais espalhadas pela cidade. Elas atuariam como incubadoras de negócios inovadores.
Outra proposta para incentivar a abertura de novas empresas é criar um Poupatempo do empresário, um local que concentrasse todas as informações e instâncias burocráticas para atender ao empreendedor com agilidade.
“O Brasil está cada vez mais receptivo a iniciativas que articulem e ampliem procedimentos inovadores, mas precisa reduzir muito a burocracia para conseguir aumentar sua capacidade empreendedora”, considera Wright.
Portal HSM
01/02/2012
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Comentários
sab, 02/11/2012 - 11:33
Excelente o artigo que propõe a criação de uma nova função formal para quem se ocupa da vertente crescimento de um BSC e cuja missão seria granjear novas frentes de tal maneira a vir a fomentar expansões que, uma vez consolidadas, seriam novas BU´s, spin-offs, levariam à formação de uma holding, etc.
No meu entendimento, o perfil não pode ser confundido com a atividade de quem se ocupa de um, entre muitos “change drivers” que é a tecnologia, isto é, o CIO tradicional ou Chief Information Officer. Da mesma maneira, não se trata da missão “full time”, de geração de leads e concretização de vendas, outora chamada de comercial e hoje comumente rotulada de “desenvolvimento de negócios”.
Primeiro porque em tempos de BSC e mapas estratégicos, inovação é função de todos. Segundo, porque se trata de diferenciar o papel de assegurar as atividades “cash-cow” que tipicamente exigem um perfil de caçador de leads e concretizador de vendas, do perfil granjeador, que a partir de uma postura questionadora do “status quo” tenderá a agir criativamente, será um “change advocate”, melhorará processos existentes, será um atento ouvinte de todas as áreas funcionais e níveis hierárquicos, se ocupará com a imagem e comunicação corporativa a ser formada,cultivará o cidadão e portanto do consumidor por vir e como resultado promoverá ganhos financeiros futuros. Será um intra-empreendedor , enfim.
Eis o paradoxo: muito se publica sobre o tema porém talvez apenas 10% das empresas efetivamente contratem e mais importante que isso, apóiem financeiramente e politicamente, tal como um P&D interno, e além disso, retenham, alguém cuja missão é agir para o médio e longo prazos, porque afinal, o sujeito incomoda e além disso, pensam muitos, suas investidas em novas frentes, parcerias, etc., são “bancadas por quem garante o dia a dia”.
No entanto, este executivo, como disse no início, pode ser quem fará surgir o futuro expandido daquilo que hoje existe. Razão simples: se entende que inovação é função de todos, se ocupará das idéias advindas de quem atua na linha de frente, mesmo que o colaborador exerça uma função funções “simples” como assistência técnica, promoverá o “buy-in” e assim, a atividade de planejamento estratégico não se limitará à cúpula que lidera a empresa tal como ela é hoje.
ter, 02/07/2012 - 17:04
O processo e o CIO requerem além de um conhecimento eclético, muita criatividade e também apoio total da alta direção da empresa em questão.
ter, 02/07/2012 - 17:03
O processo e o CIO requerem além de um conhecimento eclético, muita criatividade e também apoio total da alta direção da empresa em questão.
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