"O bom é o inimigo mortal do excelente", afirma Collins ao explicar o que diferencia uma empresa que atinge o topo das demais. Considerado um dos mais importantes pensadores da gestão, é autor de best-sellers como "Feitas para Durar e Empresas Feitas Para Vencer: por que apenas algumas empresas brilham", o lançamento mais recente, que já vendeu mais de três milhões de cópias.
As obras refletem as pesquisas de seu próprio laboratório de estudos sobre management, fundado em 1995, e os sete anos de uma bem-sucedida carreira como professor da School of Business da Stanford University.
No auditório central do evento, o especialista em negócios ministrou uma vídeo-palestra, ao vivo, direto de Boulder, no Colorado. Através de uma abordagem empírica, ou seja, com análise de casos práticos, Collins e sua equipe vêm estudando tanto as empresas excelentes quanto as que decaíram.
"Reunimos 6.695 anos de dados corporativos combinados, dos quais extraímos nossas conclusões", conta o pesquisador.
Quais são os fatores que levam grandes empresas a entrar em declínio? De acordo com Jim Collins, os casos de fracasso estão diretamente ligados ao que as empresas fazem com si próprias. "Vitória e derrota são auto-infligidos", explica.
O especialista defende que as circunstâncias externas, mesmo as turbulências econômicas, não definem a queda de uma companhia, pois o processo de declínio já estava instalado, como uma doença corporativa.
"Ir longe demais é o que leva os grandes para baixo", afirma Collins. A busca indisciplinada pelo mais está na gênese da futura queda. Mas como se sabe que se está dando um passo maior que a perna? Vale o princípio de David Packard, fundador da HP: "se permitir que o crescimento seja maior que sua capacidade de recrutar as pessoas corretas para aproveitá-lo, você vai cair".
HSM Online
12/11/2009