Dentre tantas dúvidas, uma certeza parece recorrente: as empresas vencedoras serão aquelas que souberem montar verdadeiras fábricas de líderes. Terão de fabricar não apenas produtos de qualidade, mas principalmente líderes de qualidade!
Mas, como fazê-lo?
Assim como os times de futebol têm dificuldade em manter seus melhores jogadores, as empresas também estão tendo dificuldade reter talentos. Uma das razões é que esses possuem valores e atitudes muito diferentes sobre o trabalho e sobre a vida em geral.
Aqueles que despontam nas posições de linha de frente das empresas defronta-se com um mundo mais volátil. Isso não é apenas fruto da globalização e dos avanços tecnológicos. A volatilidade reside principalmente no sistema de valores.
Sua autoridade para liderar não será mais proveniente do cargo que você ocupa, nem do seu poder de manipular informações. Na era eletrônica, as pessoas podem saber em tempo real o que está ocorrendo, o que está sendo decidido. São transformações que alteram profundamente o exercício da liderança. Liderar quando se está de posse exclusiva de informações importantes é uma coisa. Liderar quando todos sabem de tudo ao mesmo tempo é muito mais complicado.
As pessoas tendem a se identificar cada vez menos com qualquer empresa específica. Pensam mais como profissionais independentes e sabem que podem se mover com uma velocidade proporcional ao seu talento - quando não se sentem felizes onde estão. A lealdade será cada vez mais à própria carreira. E às causas nas quais acredita. Não mais ao chefe nem à empresa como no passado.
Você, para ser um líder eficaz, precisará oferecer causas, em vez de empregos. Precisará criar um ambiente de motivação profunda ao deixar claro o significado que transcende a tarefa, o trabalho, o job description das pessoas que o cercam. Trata-se de ir muito além de metas e objetivos para serem atingidos no ano em curso.
O papel do líder eficaz será o de estimular as pessoas a sentirem que fazem parte de algo nobre, muito além da simples troca do trabalho por remuneração. E a superar situações indesejadas ou inesperadas.
O líder eficaz oferece às pessoas aquilo que mais desejam: uma bandeira, uma razão para suas vidas. Esclarece como objetivos e metas de curto prazo são fundamentais para a causa comum. Parte do princípio de que as pessoas comprometem-se emocionalmente com
objetivos e metas quando entendem o porquê das ações. Comunica constantemente a causa e a estratégia usando todos os meios possíveis. Acredita que as pessoas estão dispostas a oferecer o melhor de si e até mesmo a fazer sacrifícios, desde que conheçam o Porquê.
Nietsche já dizia que “quando conhecemos o porque, suportamos o Como”.
Luis Seabra (Natura), Eduardo Bom Angelo (Brasilprev), Ivan Zurita (Nestlé), Zilda Arns (Pastoral da Criança), Carlos Ghosn (Nissan), Thobias (Vai Vai) e o treinador da seleção brasileira de vôlei Bernardinho são exemplos de líderes brasileiros que sabem oferecer causas que transcendem as tarefas cotidianas e enobrecem a contribuição das pessoas.
Oferecer uma causa, uma bandeira, em vez de empregos é uma das marcas registradas dos líderes vencedores. Você tem de evitar de atuar no novo jogo da liderança usando as velhas regras da era do comando. Isso está ficando tão fora de moda quanto o cartão de ponto, que foi útil nos tempos da economia industrial, quando a presença física era a forma de medir a produtividade das pessoas.
Por César Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)
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- Forme outros líderes, não apenas seguidores
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HSM Online
14/05/2009
Espaço do leitor: 20 Comentários
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Comentários:
Cristina Barros disse:
Julho 26 de 2009 às 16:42 hs.
Gostei muito da materia e acho que o caminho é este mesmo. Mas me questiono como deve ser o papel de um chef de cozinha? uma vez que a autoridade e disciplina sempre foram uma marca registrada dentro da cozinha. cristina_barros_2008@hotmail.com
Jose Mauro Batista disse:
Julho 1 de 2009 às 09:46 hs.
Muito interessantes os comentarios sobre o assunto, comentarios esses que vai desde o academico, elogio, indignação e colocações pessoais. Formar uma equipe de colaboradores passa por divsersas etapas e acrecentaria e esaa colocação de Oferecer uma causa, e valida mas nem sempre assimilada e para sobrepujar essa situção gosto muito da tecnica do TTT, ou seja treinar, treinar, trocar, poque sem uma boa base nao ha como fazer com que pessoas deixem de esperar apenas o salario no final do mes. Formar equipe e lideres é um processo lento e trabalhalhoso que pede antes de mais nada uma boa base que nem sempre é a academica. jmaurob@uol.com.br .
cesar souza disse:
Junho 21 de 2009 às 16:17 hs.
RonyTem muita luz no fim do túnel. Vamos olhar objetivamente, temos vários casos concretos de líderes que estão fazendo o que escrevi no texto da coluna. Lideres que oferecem causas: Luiz Seabra, da Natura, Mauricio botelho, na época presidente da Embraer, frederico curado, atual presidente desta empresa, Luiza helena do Magazines Luiza, Oswaldo Melantonio da accor Services, Ivan Zurita, da Nestlé, o Carlos Villa da Solví, o Dr. Dalmo e equipe na Unimed Seguros. Veja só quantos! e mais em pequenas empresas como a Auto-Estima, uma oficina mecanica em SP, liderada pelo Ivan Naveso Beleza Natural, salão no Rio de Janeiro. Dra Zilda Arns, na Pastoral da Criança; e pequenos empreendedrores como o Zé pescador, an Pro Mar; todos esses são exemplos de lideres oferecendo causas. Escrevi 2 livros, o VOCÊ É O LIDER DA SUA VIDA (Sextante, 2007) e o VOCÊ É DO TAMANHO DOS SEUS SONHOS (Agir Negocios, 2009) que estão repletos de exemplos e descirção de casos do que chamo de LIDER 2.0 que oferecem causas em vez de empregos, metas e tarefas. abraço e continue questionando construtivamente!
SIZENANDO Carvalho/Business Coach/Florianópolis-SC disse:
Junho 19 de 2009 às 07:58 hs.
Muito adequado o artigo. Dirigido aos donos de negócios, para que estes liderem seus colaboradores através da sua inspiração, seus sonhos, objetivos e valores.Enquanto alguém estiver repetindo este tipo de recomendação significa que todos temos que aprender e mudar, não só a cabeça do dono da empresa, mas também nós mesmos como colaboradores ou administradores. Tive muitos problemas nos meus quase trinta anos de atividade, mas precisei mudar e me desenvolver para ajudar outros a mudar e a se desenvolver. Independente do papel que executemos (dono ou administrador) temos que inspirar os nossos liderados por algo mais que dinheiro. O êxito do empreendedor depende muito da forma com que consegue ter uma equipe alinhada aos seus valores e principios. O êxito do executivo está em, por sua própria vontade, zelar e fazer valer esses valores junto aos seus subordinados.
Rony Santiago disse:
Junho 18 de 2009 às 17:04 hs.
Cesar, eu estou indignado, revoltado por ouvir tanto BLÁ BLÁ BLÁ a esse respeito e na prática da profissão, me deparar com outra realidade. Eu me pergunto a todo momento, de que adianta os empresários mandarem seu pessoal para esses seminários, comprarem todos os livros, ficarem animados, motivados por uns dias, mas nada, absolutamente nada, mudar de fato no dia a dia da profissão. Depois de alguns dias a gente encontra todos agindo da mesma forma, os resultados raramente mudam a longo prazo. O que falta a esses profissionais? Comprometimento? O pior é que não. Eu acredito que seja mesmo decepção, pois poucos empresários realmente querem que seus profissionais mudem. A realidade da pequena e média empresa está longe da realidade dos visionários. Quando Fernando Collor disse que nossos carros eram umas carroças, ele esqueceu de mencionar que no Brasil não temos administradores a frente das empresas, temos pessoas que estão no papel de empresários, mas longe de agirem como tal. É lamentável, mas uma realidade, igual a nossa profissão "Administrador" que é uma piada, não tem reconhecimento nenhum, não tem amparo de lei. Se você precisar de um Advogado, só ele pode te representar, de um Engenheiro, idem, mas você vai ver quem administra um hospital, um médico, um advogado, um engenheiro, muito raro, um administrador. Uma farmácia exige que um farmacêutico assine por ela. As empresas, quem assina por elas? Nós administradores, nos formamos para ter apenas um pouco de conhecimento, para agirmos como empreendedores, empresários, mas nunca teremos o status de sermos reconhecidos com dignidade no mercado. Ah sim, vou ser palestrante, consultor. E daí começa tudo de novo BLÁ BLÁ BLÁ !!! E termina em pizza, na esquina, contando mais um causo. Rony Santiago e-mail: rsanttiago@bol.com.br
Fabiana B P Borges. disse:
Junho 16 de 2009 às 19:20 hs.
Além de inspirar esse colaborador, é indispensável manter essa chama acesa depois de tudo...Pois sem reconhecimento é mais difícil, e muitos se perdem no meio do percurso rumo ao sucesso. Adoro temas de Liderança, obrigado por compartilhar...Abçs! (Aluna de Administração de Empresas AIEC 7 período)
José Carlos disse:
Junho 14 de 2009 às 10:29 hs.
Boa Tarde Cezar, tenho 20 anos e estou no 2º ano do curso de administração de empresas. O tema liderança sempre me detêm a atenção, já tive a oportunidade de ler alguns livros e assistir algumas palestras voltados para este tema. Atuo na área de compras e percebo que tenho aptidão para liderança, mas em contrapartida sou novo e tenho muito o que aprender !, gostaria se com toda a sua experiência, me desse algumas dicas para que possa me tornar um líder ascendente. Muito Obrigado pelo espaço. (jose.junioradm@yahoo.com.br)
cesar souza disse:
Junho 14 de 2009 às 08:47 hs.
Marcosvoce fez o certo, ninguem consegue ser feliz se trabalha só esperando o salario no fim do mês e não consegue se paixonar por uma empresa ou marca ou causa para dar o melhor de si.Continue batalhando, não tem formula, mas sugiro listar 5 empresas onde voce se identifica com a Causa e vá atrás, procure, bata na porta, explique, não desista nunca. O que poso afirmar é que empresas buscam pessoas que se apixonem pelas causas deleas. Vamos lá!
Marcus Vinícius Paiva disse:
Junho 1 de 2009 às 16:28 hs.
Cezar, muito bem colocado, MASSSSSSSSS...E quando o colaborador ( NO CASO : "EU"), procura mais que um emprego, procura uma CAUSA ??? Como proceder para encontrar essa CAUSA ?Estou desempregado, pois, como não me adaptei BEM ao espírito ( ou à frieza ) da última empresa, preferi dedicar-me à procura de outra oportunidade que ficar "enrolando" até o salário do mês chegar!Sou Marcus Vinícius, escrevo no meu site www.pensarvende.com.br , e agradeço à todas as respostas : mviniciuspaiva@gmail.com .
CESAR SOUZA disse:
Maio 31 de 2009 às 07:12 hs.
Isso aí, amigos: o papel do líder é o de INVENTAR O FUTURO, em vez de ficar tentando "advinhar o futuro". Chega dos futurologistas que fazem previsoes para serem desfeitas a cada 5 meses. lider que é líder, constrói com sua equipe o rumo e inventa o futuro, ou seja, FAZ ACONTECER!grato pelos comentarios construtivos de voces.
Abel Sidney disse:
Maio 31 de 2009 às 06:39 hs.
O seu papel, César, de articulista deste espinhoso tema, é mesmo o de apontar rumos, apostar em tendências! // O que não conseguimos, com facilidade, é vislumbrar o tempo necessário exigido para que este "novo perfil de liderança" chegue às milhares de micro e médias empresas brasileiras (a sua maioria). // É de se esperar que o efeito contágio positivo dos líderes das citadas empresas e outras tantas similares consiga abreviar este percurso, para que adentremos "tempos novos e melhores" e mais pessoas venho a permanecer, retidas por boas causas e bom ambiente, nas empresas em que valha a pena trabalhar...
Maurício Vivas Castelo Borges disse:
Maio 29 de 2009 às 14:16 hs.
Em épocas de crise, principalmente, as empresas buscam encontrar muito mais um advinho que líderes. Buscam alguém que pareça saber tudo, saibam prever o futuro, ofereçam soluções para todos os seus problemas, tanto internos quanto externos, ou seja um salvador. E isso pode ser muito perigoso, pois muitas das vezes encontram cegos a guiar os demais. Parabéns César pela maneira didática de abordar o problema e oferecer uma bandeira em vez de emprego
Alisson Calmon disse:
Maio 23 de 2009 às 19:18 hs.
Que desafio hein? Já o próprio líder enfrenta um luta diária que é ser líder de si mesmo. Daí, a experiência partilhada com os demais. A liderança é como um pequena canoa, todos precisam atravessar o rio com vida, com ondas gigantescas e sem botes salva-vidas. Muito bom esse artigo.
Martha Zouain disse:
Maio 20 de 2009 às 07:37 hs.
Sem dúvida é um desafio ao "novo líder" se perceber como inspirador de uma causa e, mais do que nunca, é um desafio ao profissional que esta no mercado que os melhores resultados vem para aqueles que se disponibilizam a "enxergar" a causa e lutar por ela e não apenas conquistar um emprego. Adoro sua maneira objetiva e ao mesmo tempo profunda de escrever!
Dimas Silva disse:
Maio 20 de 2009 às 05:44 hs.
Penso que temos sim que buscar sempre o entendimento quanto a Liderar com eficiência, lembrando que estamos em movimento constante, isto é temos que ter nossos objetivos bem delineados e que o foco dos lideres esta baseado na gestão de pessoas, pois não podemos realizar tudo e assim temos que criar equipes se comprometendo com os objetivos idealizados.Parabéns pelo artigo
cesar souza disse:
Maio 20 de 2009 às 04:51 hs.
Renato: seu raciocinio está certissimo, essa a base da chamada Liderança situacional.Bernanrdo: adorei essa imagem da bandeira!Fabio: isso aí, reter informações já foi fonte de poder no passado, mas hoje a info está disponivel, e chefes precisam sse transfromar em verdadeiros líderes. Chefes em baixa, lideres em alta!Luiz Carlos: quando a turma compra a causa e se apaixona por ela, o cartao de ponto passa a ser mais um auto-controle que um mecanismo externo. Já vi isso acontecer até em obras no negocio de construção. abçs a todos
Luiz Carlos Jr disse:
Maio 19 de 2009 às 19:25 hs.
Como profissional da área de recursos humanos, concordo plenamente com a uqestão da causa a ser oferecida e não somente o salário. Porém, como prestador de seviços a várias pequenas e médias empresas, creio que esse caminho deva ser traçado com muita atenção, pois dependendo das características da mão-de-obra envolvida, faz-se e muito ainda necessária a utilização do cartão de ponto.SdsLuiz Carlos Jr
Fábio Durand disse:
Maio 19 de 2009 às 18:02 hs.
César,Muito bom o seu artigo. Acredito que você abordou de uma forma muito interessante o fato de que a posição ocupada em uma empresa ou a obtenção/retenção de informações não transformam o chefe em lider perante a sua equipe.
Bernardo Campos disse:
Maio 19 de 2009 às 08:59 hs.
Oferecer uma causa é um estimulo a mais ao seus empregados. É fazer com que seus funcionarios criem uma paixão por levantar a bandeira da sua empresa. Perfeito o artigo César. Parabéns!
Renato Furtado disse:
Maio 16 de 2009 às 05:39 hs.
O bicho pega quando se tem o porque, mas a pessoa tem um valor diferente do lider, considerando o porque muito fraco e o como muito dificil de realizar...Eu costumo estudar as pessoas para tentar fazer com que o porque se torne forte na vida delas, porque não existe o modelo perfeito de liderança que serve para liderar todos, cada pessoa age e reage de modo diferente para o mesmo tipo de situação, então considero que o modo de liderar deve ser de acordo com o liderado.meu raciocinio está no caminho certo?renato@furtadomadeiras.com.br