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Estratégia como amor, não como guerra

Confira artigo que reflete a importância de saber se diferenciar com originalidade.

O medo de mudar e ser diferente é algo muito comum, porque para muitos, pode parecer mais fácil e seguro um caminho conhecido pelos outros e que pode ser seguido na empresa, provocando uma excursão sem riscos e surpresas. Mas, como fica o papel da inovação neste cenário?

A editora do MIT Sloan Management Review, Martha E. Mangelsdorf, apresentou ma nova reflexão sobre a forma de criar estratégias de uma empresa, que foi levantada pelo especialista em estratégia e professor no MIT Sloan School of Management, Arnoldo C. Hax, no fim desta semana. Com o seu “Modelo Delta”, o autor coloca, basicamente, os perigos a que uma organização quando imitando à concorrência e acaba por não oferecer algo de diferente, e salienta a importância de colocar o cliente no centro de proporcionar diferenciação e valor.

Martha publicou em seu artigo “Estratégia como amor, não como guerra” alguns trechos de uma conversa que teve com Arnoldo C. Hax, especialista em estratégia e professor do MIT Sloan School de Gestão, sobre o que deveria ser o ponto de partida para uma organização para definir suas estratégias de posicionamento.

Hax disse que as empresas, em um esforço para planejar a forma de tomar vantagem sobre a concorrência, acabam colocando-a no centro e caem no que ele chama “commoditização”, não havendo distinções ou valores que diferem dos outros. Segundo o especialista, a imitação cria a igualdade. Jamais trará grandeza, e o pior, é que o resultado final é que é a pior coisa  que pode acontecer a uma empresa: a padronização. Segundo ele, em tal situação, o único recurso que a empresa tem a superar o outro é através de uma guerra de preços que nunca  será útil, pois, na sua opinião, guerras deixar apenas devastação.

A partir de uma perspectiva, Arnoldo C. Hax, juntamente com outros autores do livro The Delta Project, afirmam que quando uma empresa criar estratégias baseadas no amor e não na guerra, é dizer que não tem como objetivo derrotar um adversário para ser melhor do que ele, mas sim focando no cliente e todos aqueles envolvidos de alguma maneira no processo de produção e  distribuição de seus produtos ou serviços.”O cliente é o guia. É preciso começar compreendendo profundamente as necessidades dos clientes e como eles podem contribuir de uma forma  mais efetiva. Isso modifica totalmente a forma de entender as ações que devem ser tomadas”.

A conclusão é que, por melhor que seja a concorrência, a chave não está em imitá-la porque assim não se oferece nada original, até, de cair na monotonia e uma guerra com base em preço.  A chave para compreender o mundo dos negócios está na diferenciação, para clientes, fornecedores e todos os envolvidos. É este diferencial que vai levar as empresas a uma posição de sucesso.

Se o conceito não parece trazer nada de novo, por que a resistência das empresas a aderir a este modelo ainda é tão grande?

 

 

Por Alessandra Assad (www.alessandraassad.com.br/). Texto publicado originalmente no Blog da HSM.

Espaço do leitor: 3 Comentários
Comentários:
Katine Walmrath disse:
Junho 17 de 2009 às 09:45 hs.
Excelente matéria. Assim como as empresas, as pessoas. É mais fácil ficar na zona de conforto. É mais cômodo. É difícil diferenciar-se. Exige coragem e ousadia para assumir as características que nos particularizam. Os tais diferenciais. E, na verdade, é isso que dá o que tanto se busca, a visibilidade, num mundo em que todo mundo quer aparecer e quase não consegue. Só fiquei com pena que um texto tão bom esteja cheio de "tropeços", parecem "defeitos" de tradução, será isso? Era um orginal em outro idioma? Mesmo assim, rico. Obrigada.
Antonio Senko disse:
Junho 16 de 2009 às 06:47 hs.
REalmente, a falta de originalidade é um processo que a cada dia mais se acentua. A desculpa recorrente é que hoje tudo é comodities e então todo mundo vive em um emaranhado de mesmice, sem nenhuma diferenciação. Estas estratégias óbvias de tudo copiar, de igualar-se ao seu concorrente da porta ao lado lhes torana quase que desnecessário. Faz de nossos negócios apenas mais um na multidão. E na multidão, só o acaso se pode encontrar alguma coisa interessante. Antonio Senko
Jota Marcos disse:
Junho 14 de 2009 às 20:54 hs.
Elas no mínimo racionalizam: "Vamos deixar tudo como está, para ver como é que fica", e aí é que reside seu grande erro.
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