Gestão
Ótimo é inimigo do bom?

Essa famosa expressão do mundo corporativo pode ser, na verdade, o cúmplice do péssimo. Leia mais detalhes.

Durante as últimas décadas – antes, portanto, da atual crise justificar todo tipo de abuso – tem prosperado entre nós um desses movimentos que nascem tímidos, crescem, avançam e, quando nos damos conta, assumem o comando e ditam as regras dos nossos negócios e até das nossas vidas.

Um movimento que nasce de um ditado “popular” de origem aparentemente desconhecida (ao menos pra mim), e que vai conquistando espaço na cabeça das pessoas mais conservadoras ou complacentes, vira mantra no discurso de executivos, marqueteiros e publicitários práticos ou cínicos e alcança, por fim, toda a estrutura das nossas vidas e organizações, incluindo sua direção.

Com o tempo, o que era tático passou a ser estratégico, uma iniciativa esporádica e pontual tornou-se, então, uma forma esperta (ou, como preferem alguns, “criativa”) e permanente de viabilização de ações e objetivos previstos nos planejamentos das empresas, passando, por fim, a constituir a própria estratégia e a condicionar, no nascedouro, toda a sua construção: “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo…”.

Passou-se, em seguida, a esgarçar todas as fronteiras, a buscar formas sempre mais “criativas” de viabilizar estratégias e ações, a aceitar, sem constrangimento, benefícios discutíveis por custos indiscutíveis, a trocar, enfim, o tal ótimo, aparentemente inútil e “inacessível”, pelo bom, inofensivo, manso e certamente possível. O resultado, embora cantado em verso e prosa, passou a ser apenas um detalhe. Um detalhe.

A partir disso, estimulado pela competitividade crescente e pela busca insaciável de produtividade (“produtividade”!?), o mercado em geral, e o nosso de forma mais particular, condicionou-se a aceitar todo tipo de restrição e toda sorte de pressão no sentido de esquecer, abandonar, sepultar o ótimo. “Precisamos ser criativos!!!” – todos já devem ter ouvido esta frase um dia. Algumas vezes, com certeza, acompanhada do irresistível e prático “afinal, o ótimo é inimigo do bom!”.

Bom… Assim fomos avançando, mercado e sociedade, primeiro aceitando o louvado “bom” em lugar do irritante “ótimo”. Depois, com um empurrão aqui e uma “flexibilizadinha” ali, passamos a aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.

Por fim, afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por engolir o “péssimo”, que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.

Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal “bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável flexibilidade. Basta olharmos à nossa volta, lermos um jornal ou uma revista, assistirmos à televisão, navegarmos pela internet: aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas péssimas práticas; aceitamos o péssimo jornalista e a péssima relação de seus veículos com a verdade; aceitamos também, é claro, os péssimos publicitários e sua péssima, ineficaz e dispendiosa propaganda; aceitamos inclusive, e, em alguns casos até os cultivamos, os péssimos fregueses, com seu desrespeito cotidiano pelo nosso tempo, pelo nosso trabalho e, claro, pela integridade dos nossos negócios.

Esta lista, aparentemente, não tem fim e pode incluir ainda os péssimos e incensados jogadores de futebol; os péssimos músicos e seus péssimos discos. Você, certamente, também tem sua lista de péssimos. Faça um pequeno esforço. Que tal as dez campanhas “mais” péssimas da história? Não vale propaganda de cerveja. Ou os dez políticos “mais” péssimos do país? As dez músicas, companhias aéreas, agências, restaurantes, filmes, etc.

Mas, lembremos, nós é que construímos tudo isso. Nós é que contribuímos para esta degradação. Todos somos cúmplices. E o que nasceu de um ditado estúpido, repetido estupidamente pelas ruas, estádios, congressos e, claro, empresas, com seus corredores povoados de gente complacente e arrivista, tornou-se uma verdade esmagadora, um sinal dos nossos tempos mesquinhos e desinteressantes, em que desvalorizamos e atacamos uma ótima idéia ou um trabalho ótimo apenas porque eles são os maiores inimigos da nossa enorme preguiça ou, pior, do nosso ilimitado medo.

Assim, creio, está mais do que na hora de começarmos a reverter este péssimo quadro. Que tal invertermos o tal ditado? Que tal repetirmos milhões de vezes, até acreditarmos: “o bom é inimigo do ótimo!”? Será um ótimo começo. Aí, quando você vir alguma coisa “apenas” boa, pense em como seria se ela fosse ótima. Exija um pouco mais. Aceite que ela possa, eventualmente, até custar também um pouco mais, mas exija, insista, que seu resultado também seja um “pouco melhor”, ou que, no mínimo, ele seja realmente bom.

 

 

Por Augusto Diegues (presidente da Futura Propaganda)
HSM Online
17/06/2009

Espaço do leitor: 67 Comentários
Comentários:
Roberto Chaves disse:
Janeiro 29 de 2010 às 13:22 hs.
Excelente texto, lembra o ditado "o barato sai caro" às vezes. Mas é bom não confundir, nem sempre vamos em busca do ótimo, e sim complicamos uma tarefa que poderíamos resolver com simplicidade. Administrar é ser simples e eficiente em resolver problemas em menos tempo, pois o tempo hoje é fundamental. Se o resultado for ótimo, melhor ainda!!!
Cristiano Silveira Santos disse:
Janeiro 21 de 2010 às 08:28 hs.
Muito interessante o artigo. Mas, fiquei em dúvida, "bom" e "ótimo" para quem ou para o quê? Como trabalho com as ciências exatas e ter que interagir com o ser humano (nada exato), a ideia de bom ou mal, ótimo ou péssimo, excelente ou catastrófico fica sempre resumido a um simples "detalhe": resultado.Falando em projetos, se o escopo do mesmo é fazer isso ou aquilo, tem que ser feito e pronto! A questão é não aceitar "quase ficou pronto". É uma questão de lógica. As modificações futuras serão realizadas, obviamente, mas sempre ajustando para a realidade e demanda.Acredito que o bom e o ótimo para uns não servem como mesmos parâmetros para outros.
Carlos disse:
Janeiro 17 de 2010 às 14:17 hs.
Texto oportuno no Brasil atual.Porem cuidado. Otimo é uma outra manifestacao de procastinacao geralmente bem aceita pelos menos avisados
Alexandre Nascimento disse:
Janeiro 14 de 2010 às 12:27 hs.
Ótimo Texto! Suscitou uma discussão que mostra o quanto o assunto está enraizado dentro das instituições e na cabeça dos profissionais.Já passei por muitas situações de aperto, por conta desse dito, sempre tive verdadeira repulsa a ele, pois apresendi desde cedo a buscar a excelência, o melhor, mesmo que isso fosse mais dificil, mais penoso. Hoje ainda sou muito criticado em meu trabalho. Dizem que poderia fazer mais, se baixasse meu padrão, minhas exigências, mas será que isso ainda faria de mim o profissional que sou realmente? Acho que não. Entendo as criticas sobre o que a busca pelo ótimo ocasiona, mas não podemos deixar isso de lado, ele TEM que ser nosso norte, nosso alvo.Ao pautarmos nossa agenda com principios de alta exclência, as coisas começam a fluir melhor. Não serão mais feitas de qualquer modo. Não haverá mais os famosos "tapa buracos", ou "o que deu para fazer", mas o que se alcançou na busca de um trabalho excelente, que é muito diferente.
Eduardo V disse:
Janeiro 14 de 2010 às 06:20 hs.
Achei exagerada a interpretação do artigo. Dizer que o "ótimo é o inimigo do bom" para mim sempre significou que temos que ter cuidado ao buscar a "perfeição" ou o "máximo" em alguma "busca" porque podemos por em risco um resultado que já seria o satisfatório e ideal do ponto de vista custo/benefício. Maximizar o retorno de uma empresa, por exemplo, não significa que a empresa tem que ter para isso o desempenho "ótimo" em todos os aspectos, pelo contrário, até por uma questão de otimização de recursos deve existir um nível que seja o "ideal" de performance em cada uma das áreas. Ou seja, pode ser que o "ótimo" do ponto de vista "benefício/custo" seja o "bom" do ponto de vista "benefício" isoladamente. E isso aplicado a todos os aspectos de nossa vida / sociedade.
Geonílio Vieira Rocha disse:
Janeiro 13 de 2010 às 16:53 hs.
Existem várias formas de se interpretar essa locução "o ótimo é inimigo do bom!".Em uma de suas vertentes a mensagem que se passa é de que se ter um produto ótimo não é por si só garantia de sucesso, é preciso oferecer aquilo que o mercado quer e está disposto a pagar.Em outra vertente, o ótimo deve ser sempre buscado porque ser simplesmente bom não é o bastante e dai o antagonismo entre ambos.Se escolho o bom ou o ótimo, tudo dependerá do que me cerca quando tenho que opinar. Neste ponto singular reside a importância do administrador. Sucesso e fracasso costumam frequentar a mesma caixa.Essa discussão poderia se alongar se nos perguntássemos o que é bom ou o que é ótimo?E, só para exemplificar, se perguntássemos ao mendigo faminto se um caldo quente é bom, ele certamente diria que sim e classificaria o ótimo, a partir do plus de um pedaço de carne.Se perguntamos ao assalariado se feijoada no sábado é bom, ele provavelmente dirá que sim e que ótimo seria o acréscimo de umas cervejas ou caipirinhas.Se a mesma pergunta fosse feita ao vegetariano a resposta seria de que feijoada acompanhada ou não, é péssima.Finalizando, o dito em questão pretende trazer para o mundo empresarial uma máxima bíblica que diz "ninguém pode servir a dois senhores"; desta maneira escolha o ótimo ou o bom, não há meio termo, mas saiba escolhe, analisando com foco no que se quer atingir e tendo em mente o universo de escolhas e restrições, generalizar, com todo respeito, não é a melhor saída.Geonílio Vieira Rocha
Marcos Savordelli disse:
Janeiro 13 de 2010 às 15:53 hs.
Este artigo foi ótimo; gerou muitos comentários. Quando adquirimos um produto realmente muito bom e alguem nos pergunta sobre ele e repondemos " ele é ótimo" , isto nos dá grande satisfação. Para que o produto seja ótimo, todos que contribuiriam com ele tiveram um objetivo ótimo. Eu particularmente prefiro o ótimo. É claro que precisamos avaliar o custo x benefício para obtermos o ótimo; como no six sigma, 3 defeitos por milhão é um ótimo resultado; para baixar mais um defeito por milhão é preciso altissimo investimento. Então six sigma está ótimo.
Roberto Sartori disse:
Janeiro 13 de 2010 às 15:39 hs.
Estamos neste mundo para sermos pessoas melhores. Não conseguiremos isso com ações e resultados bons. Devemos buscar sim o ótimo, e fugindo do ditado, buscar sim a excelência.
Carlos Eduardo disse:
Janeiro 13 de 2010 às 11:38 hs.
Acredito que o ditado pode ser colocado da seguinte maneira: "na busca do ótimo não se faz nem o bom!"
Wiliam Rangel disse:
Janeiro 13 de 2010 às 11:25 hs.
De maneira geral, creio que todos concordamos, a priori, em que o ótimo é "melhor" que o bom, mas em muitas áreas de interesse humano esta questão do bom versus o ótimo acaba passando como discussão interminável de mesa de bar. Só isso!O que vale ser notado é que um dos 4 princípios econômicos universais para a tomada de decisão das pessoas diz que "as pessoas racionais pensam na margem". (Ver Microeconomia, Mankiw - Págs. 6 e 7). E aqui surge uma nova perspectiva!O ótimo pode ser realmente o pior inimigo do bom. A Danielle que nos desculpe, mas para a tal empresa em que ele trabalhou, operar com nível de serviço "bom" é o suficiente para aquela empresa fazer o que precisa: maximizar o lucro. Neste contexto, a busca pelo Km extra (chegar ao ótimo) pode acabar sendo mais custoso que o benefício que poderia ser gerado para os acionistas. E neste caso, convenhamos, não vale a pena mesmo fazer um esforço adicional. Este adicional só vale ser buscado se o benefício marginal para obtê-lo for maior que o custo incorrido. Isto já é clássico em economia e assim deve ser, se a problema em questão envolve decisão econômica, envolve trade-off. Só que nem sempre as pessoas consideram assim, e tomam decisões irracionais: acabam sofrendo porque já estavam com o bom nas mãos, mas lutaram pelo ótimo sem ter consciência de que na verdade estavam perdendo para alcançá-lo, dispenderam muito mais recursos com o custo para chegar ao ótimo do que com o benefício de teriam com ele.Então, olho vivo: só corra atrás do ótimo se valer à pena, na margem. Caso contrário, contente-se com o bom, e viva feliz!
Sebastião Jorge dos Santos disse:
Janeiro 13 de 2010 às 10:41 hs.
Temos sempre que fazer o melhor; e temos sempre que melhorar continuamente o que fazemos. Esse é o hábito que temos que cultivar tanto como pessoas, profissionais ou empresa.
Jaime Gonçalves disse:
Janeiro 13 de 2010 às 10:18 hs.
A verdade é que em busca desse tal "ótimo", acabamos esmagando as coisas simples da nossa vida, com uma falsa idéia de que o ótimo é inimigo do bom.De fato acabamos enterrando algumas regras básicas de convivência humana e de bem estar profissional, buscando falsas vantagens prometidas por processos mais complexos.O que é realmente bom ?Há de fato quem queira navegar o oceano com barcos de motores potentes. Mas há também "verdadeiros lobos-do-mar" que preferem velejar.Fica aí a promessa de mais um ano de crescimento. Mas depende dos capitães não deixar o barco afundar !
L.H. Evangelista disse:
Janeiro 13 de 2010 às 08:05 hs.
Caro Augusto. Texto muito feliz ! Parabéns ! Bela formatação da percepção comum (pelo menos a nossa).Grande Abraço !
L.H. Evangelista disse:
Janeiro 13 de 2010 às 08:05 hs.
Caro Augusto. Texto muito feliz ! Parabéns ! Bela formatação da percepção comum (pelo menos a nossa).Grande Abraço !
Ismael Alves Júnior disse:
Janeiro 13 de 2010 às 08:02 hs.
Pura verdade, ouço esta máxima a mais de 20 anos. Detalhe: em todas as empresas que já trabalhei e sempre multinacionais. Isso só corrobora para uma coisa. Investir em ISO (qualidade total) é a maior enrolação, apenas para adquirir certificados e pendurá-los na parede e impressionar quem lê, ou seja, espaço para a outra frase clássica "Pra Inglês Ver", pois na verdade não há como alvo a excelência organizacional e pessoal.
Steven disse:
Janeiro 13 de 2010 às 07:45 hs.
Eu acho o artigo interessante e cria um ponto de reflexão sobre o quanto estamos aceitando, de nós mesmos e da sociedade, fazer um pouco menos do que realmente temos a capacidade de fazer. Sempre é possível andar o Km extra.Entretanto, é simplista demais atrelar o ditado a maus politicos etc, até porque esta é uma questão (dos politicos e outras questões que forjam nosa sociedade) mais complexa e demandaria muito mais elaboração. Quando penso em Qualidade, os termos 'regular', 'bom', 'otimo', etc. me parecem ser subjetivos. O que é ótimo o que é bom num produto ou serviço ? Quando falamos em Qualidade, será que não devemos pensar em Qualidade como sendo o 'cumprimento de requisitos'. Se cumpro com os requisitos negociados, então estou atendendo com qualidade, ou seja, ótimo ! Portanto, não há bom ou ótimo em qualidade. Ou atendo ou não os requisitos. Se minha geladeira quebra e contrato um prestador de serviço, ele me apresenta um orçamento, o que precisa trocar e combinamos os detalhes (prazo, preço, etc). Ou ele cumpre ou não. Não existe o bom...existe apenas o cumprir ou não cumprir com os requisitos.
Danielle disse:
Janeiro 13 de 2010 às 07:37 hs.
Trabalhei exatos 365 dias em uma grande empresa no RJ e fui demitida por pensar assim e buscar o ótimo. A justificativa foi essa, que eu deveria ter mais jogo de cintura porque lá a cultura é assim, tem que aceitar... Enquanto o RH finge que prega a melhoria contínua, na verdade a cultura que está no sangue dos funcionários, que não são mais públicos, é essa, "o bom é inimigo do ótimo" e lá o corpo mole já está ótimo. Trabalhando bem ou mal, o Brasil depende da empresa para se comunicar com o mundo e ela continua lucrando com isso. Pra que se desgastar buscando o razoável, que dirá o ótimo... Foi a experiência mais frustrante da minha vida. Brigar sozinha pelo ótimo.
Iran Portela disse:
Agosto 2 de 2009 às 12:59 hs.
Existe uma certa dificuldade em rotular algum trabalho como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Por que considerar algo como ótimo se meus concorrentes estão fazendo MELHOR?... Passei a adotar a seguinte premissa: SE ALGO SERÁ VALORIZADO PELO MERCADO, FAÇA MELHOR QUE OS SEUS CONCORRENTES. Este é o ponto de partida para conceituar a qualidade do que se fez.:- Se ficou igual aos concorrentes, fez-se o RUIM. Os recursos gastos não geraram diferenciais...- Se os concorrentes ficaram para trás, mas podem alcançá-lo antes de 6 meses, fez-se o REGULAR.- Se eles não puderem alcançar sua qualidade em menos de 1 ano, fez-se o BOM.- Se eles vão levar mais que 2 anos, parabéns! O ÓTIMO foi alcançado.Esses tempos logicamente dependerão do segmento em que a empresa atua. Quanto mais dinâmico for o negócio, menores serão os prazos utilizados na classificação.
CLAUDIA SALGADO disse:
Julho 21 de 2009 às 06:14 hs.
ACREDITO QUE O HOMEM ESTÁ EM BUSCA DE SER MELHOR E NA MINHA HUMILDE OPINIÃO SÓ O SERÁ SE TIVER AMOR AO SEU PRÓXIMO, OLHANDO-O, ENXERGANDO-O, RESPEITANDO-O EM CASA, NA EMPRESA, NA ESCOLA...ENFIM É SIMPLES A PALAVRA DIZ AMAI AO PROXIMO COMO A TI. SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO É SIM AMAR A SI E SE CUIDAR. NÃO DEVEMOS FAZER COM O OUTRO O QUE NÃO QUEREMOS QUE NOS FAÇAM... O MAIS SIMPLES É O ÓBVIO... DEUS CRIOU O MUNDO E O HOMEM PARA QUE CUIDE DELE ... UMA BOA SEMANA PARA TODOS... DEUS NOS ABENÇOE ...
Emílio Neto disse:
Julho 8 de 2009 às 06:53 hs.
Quando poderemos ser um ser humano (ÓTIMO) que não destrua, não polua e saiba ainda se espelhar no por do Sol e ver que somos parte desta natureza que recria a vida e na nossa imperfeição nos melhora constantemente.O ótimo é saber que sempre poderá ser melhor ou pior para diferentes pontos de vistas.È assim aqui em África o Sol se põe no Atlântico e ai no Brasil ele nasce no Atlântico dois extremos de um caminho tão MARAVILHOSO. Sabe o OTIMO É PODER VER E SABER QUE PRECISAMOS SER SERES HUMANOS ÓTIMOS...
Luis Eduardo disse:
Julho 6 de 2009 às 13:12 hs.
O texto é muito interessante porém, trata a subjetividade com muita simplicidade. O que é ótimo ? e bom ? Acho ele interessante porque busca a reflexão.Continuo utilizando este jargão para "fazer as coisas acontecerem" sem perder a minha capacidade de visualizar o que é melhor para a minha instituição
Alex Colaneri disse:
Julho 3 de 2009 às 03:13 hs.
Vejo que muita gente confunde o "ótimo" com "complexo", inclusive aqui nos comentários. Muitas coisas ótimas estão na simplicidade. O que acontece é que, conforme o texto disse muito bem, muitas pessoas tem preguiça de perseguir o ótimo. São desorganizadas, preguiçosas, não têm competência, não têm educação de base familiar (que ensina desde pequeno o que é certo e errado fazer na vida), não têm um pingo de desenvolvimento espiritual, tem auto-estima baixíssima ou têm medo de perder o emprego. Tudo para fugir do ato de PENSAR. E pensamento só vem de repertório, que só é conquistado com conhecimento (tanto acadêmico quanto aprendizados do dia-a-dia), que é algo que leva tempo e dedicação através de estudos principalmente. Esse desconforto com o ótimo e com a dedicação para que se chegue a ele vem de uma cultura ocidental, americanizada, que exalta o "fazer" desde os primórdios da sua independência, quando lutavam contra a dominação inglesa também na linha de pensamento, negando as artes e o estudo que faziam parte do cotidiano da Europa. No Brasil isso se agrava, pois o fato de o brasileiro deixar tudo pra última hora é sinal forte da falta de planejamento, de dedicação e na total confiança na "esperteza" que irá salvar a todos (ou pelo menos a ele). E os que não compartilham disso são tidos como caretas e problemáticos, que podem atrapalhar todos o sistema montado para que possam sugar o máximo que puderem de uma empresa antes que ela afunde. O ambiente de trabalho acaba virando um poço de maus pensamentos e más intenções. É um esforço enorme para se podar idéias e atrofiar o crescimento de todos em nome do ego e da preguiça. Por isso, eu levo a citação além; "o ótimo é amigo íntimo do ético".
Alvaro Vieira Marcondes disse:
Julho 1 de 2009 às 12:46 hs.
Excelente texto. Só completando o comentário do Elson H. Teixeira - " Qualidade é quando se faz uma unica vez ". Para se ter qualidade, temos que ser sempre excelente em tudo que fazemos, senão ficamos devendo.
Paulo Nehme disse:
Junho 30 de 2009 às 11:40 hs.
Imaginem se o Bill Gates estivesse esperado para lançar o Windows quando estivesse ótimo...Me parece que o autor nunca participou de projetos. O ditado se refere a objetivos inalcançáveis. A perfeição deve ser buscata até a exaustão, mas sempre com a certeza que terá sua totalidade alcançada. Os ideais nos impulsionam, trabalho nos move.
antonio santtini disse:
Junho 29 de 2009 às 10:21 hs.
qualquer empresa que, contenta-se com o otimo,é forte candidata ao segundo lugar na filha dos resultados bons,pois definitivamente o jogo mudou os resultados,agora serao,pontuais dentro de suas extruturas,ou fora vindos dos mais diversos pontos e parceiros,porque o nome do jogo agora é navegar,crescer,criar,novas soluçoes,tipo farois ligado,mente aberta para as oportunidades. micros,macros que
Juan de Jesus Rosa disse:
Junho 28 de 2009 às 20:50 hs.
junho 29 de 2009 as 22:55 hrsSera que ótimo é inimigo do excelente???Porque se for estamos ferrados.....ou atingimos a excelencia em nossos negocios ou estaremos abrindo espaço para o ótimo, depois para o bom, depois para o regular e enfim o pessimo.....
Elson H. Teixeira disse:
Junho 24 de 2009 às 17:31 hs.
Caro Augusto, continuo adepto do ótimo é inimigo do bom, mas agora, após seu texto também ficarei adepto do péssimo é inimigo do bom. Também não podemos se rcomplacentes com a mediocridade, mas também não podemos ficar "indefinidamente" melhorando uma idéia, uma ação, uma iniciativa, e perdermos o "time-to-market". Em qualidade costumamos dizer para "fazer bem feito na primeira vez" e, além de tudo, sermos eficazes, assim, não há espaço para mediocridade. Seu texto é ótimo!
WIlliam Allam disse:
Junho 24 de 2009 às 08:35 hs.
Independente das concordâncias e discordâncias, o texto apresentado serve para, no mínimo, refletirmos sobre o bom e o ótimo. Atualmente, e cada vez mais, o grande desafio é fazer mais rápido no menor tempo, ou seja, faça o melhor no menor tempo possível. Seguindo esta lógica, a qualidade do produto ou serviço a ser entregue, passa necessariamente pelo tempo determinado. Portanto, o tempo é um fator fundamental em toda esta questão do ótimo e do bom. Todos já perceberam como este tal de tempo, interfere nas empresas, na nossa vida profissional e pessoal, cada um de nós pode descrever diversos aspectos nos quais são impactados diretamente por este fator. Entendo que o ótimo, ou o bom , ou o regular ou ainda o péssimo, deve ser analisado primeiramente sob a perspectiva do tempo disponível.
Tiago - Sócio Comunica Geral disse:
Junho 23 de 2009 às 18:27 hs.
Com certeza o ótimo é inimigo do bom!Um caso prático, é o próprio Comunica Geral.No planejamento inicial de meu negócio, estamos sempre pensando em como melhorar nossa idéia de empresa... e nesses pensamentos o escopo de nosso projeto sempre aumentava consideravelmente. E realmente eram adendos que o deixavam muito melhor(pelo menos na teoria).Logo percebemos que estavamos fazendo errado, pois estavamos perseguindo o ótimo, que demoraria muito tempo para ser alcançado.Então, ´para acelerar o "Go live" de nossa empresa, quebramos nosso projeto em 2 grandes fases:Fase 1 = Essencial, o que poderia ser chamado de bomFase 2 = Recursos e facilidades complementares, o que seria o Ótimo.E no final , adivinhem o que aconteceu: Muito do conteúdo da fase 2 acabou sendo cancelado, pois a fase 1( o bom) nos mostrou e nos guiou para o que realmente era necessário e prioritário.Ou seja....paramos de perseguir o ótimo e vimos que o ótimo, nem era tão ótimo assim.Tiago Carvalho -- Sócio Comunica Geral -- www.comunicageral.com.br
Marcos Veloso - AM disse:
Junho 23 de 2009 às 16:00 hs.
Ótima a descrição do Texto Às vezes é preciso fazer algo para se obter um bem maior.Existem situações que = - e - = .No dia-a-dia enfrento barreiras, que para conquistá-las é preciso utilizar certas fórmulas.Acredite ou não comigo funciona.
Fabiane Brhwnny disse:
Junho 23 de 2009 às 13:38 hs.
Muito bom texto! Às vezes pode parecer óbvio para muitos, o que realmente é, mas, sabemos que o óbvio ainda precisa ser dito. Conheço inúmeras pessoas que carregam em seu dia-a-dia essa velha "desculpa". Entretanto, o que vejo, em grande parte, é o emprego desse ditado à situações/pessoas em que podemos ver um peso contínuo da "busca pela perfeição", mas o desgaste de tempo e esforço que se torna desnecessário, devido a desqualificação/perfil. Assim, concordo com a busca pelo ótimo, e até privilegio isso, porém, a partir do momento em que não se consegue nem o bom em um profissional, é necessário que se percorra um caminho e esse caminho tem que, obrigatoriamente, passar pelo "bom".
Fábio Campos disse:
Junho 23 de 2009 às 13:02 hs.
Muito bom o texto, finalmente desvenda-se o mistério dessa "jargão", aplicando a nossa realidade. Isso nos mostra que somos realmente fortes nas reflexões e leves nas atitudes.
Geraldo Campos disse:
Junho 23 de 2009 às 09:17 hs.
O bom, regular, ruim e péssimo sempre vai existir, assim como sempre existiram os seres humanos bons, regulares, ruins e péssimos. Buscar o ótimo é atitude totalmente particular e rara em nossa sociedade em todas as épocas da história. Inclusive a maioria que jura de pés juntos que só aceita o ótimo são, sem sombra de dúvidas, "ótimos mentirosos". O que é ótimo para você será o mesmo ótimo do seu superior? Primeiro para se falar em ótimo é preciso se ter a mesma compreensão do que significa estar palavra. Se todos buscassem o ótimo não existiriam empresas e profissionais bem sucedidos, pois nada haveria a se comparar. Artigos como este caem no mesmo vazio de todo o blábláblá motivacional. Buscar o ótimo não é conceito profissional e sim de vida.
Marta R. A. Marciano disse:
Junho 23 de 2009 às 06:11 hs.
Sensacional. Graças a Deus ainda existe vida inteligente e crítica na face da terra. Eu já estava me sentindo submersa na mediocridade, superficialidade e obviedade.Por favor, vamos divulgar este artigo para tentar fazer um movimento de retorno à consistência.
Fabricio - Sinop disse:
Junho 22 de 2009 às 20:29 hs.
De ARISTÓTELES: "Só fazemos melhor aquilo que, reiteradamente, INSISTIMOS EM MELHORAR. A busca da perfeição não deve ser um fim senão um hábito."
Hileia Florentino Couto disse:
Junho 22 de 2009 às 20:21 hs.
Quero parabenizar a HSM Management por ser uma organização firmada na divulgação de informações empresarias de forma seria, comprometida, etica vislumbrando a pratica de negocios socialmente responsaveis.
luis disse:
Junho 20 de 2009 às 16:07 hs.
imagino que o "otimo é o inimigo do bom", se refere ao fato de que muitas vezes o gasto de tempo e recurso para se obter o ótimo, é incompativel com a venda do produto - logo a lógica manda aceitar o bom neste caso._________________o que aconteceu porém, foi a falsa interpretação deste ditado pelo povo, o que realmente acabou ocasionando o que o artigo fala.
victor hugo ferreira jr - Actavox disse:
Junho 20 de 2009 às 10:59 hs.
Olá Augusto, prazer reencontrá-lo por aqui. Interessante sua interpretação do ditado. Realmente alguns incompetentes podem usá-lo para justificar trabalhos ruins. Porém, os mesmos incompetentes muitas vezes se escondem atrás do "ótimo" para justificar que nunca terminam nada. Em busca de uma suposta perfeição acabam nunca realizando nada. É neste contexto que nasceu a expressão "o ótimo é inimigo do bom". Temos que ter cuidado, pois o culpado da mediocridade não é o ditado, mas sim os incompetentes.
Rodrigo disse:
Junho 20 de 2009 às 00:20 hs.
Na minha otimo inimigo do bom significa que: deve se saber o que eh o objetivo otimo, planejar e executar p/ atingi-lo mas em etapas (dependente caso a caso). Ou seja, planeja-se como entrgar o otimo, mas em etapas ate porque isso gera uma sequencia de eventos positivos que ajudaa dar ainda mais forca e motivacao p/ a equipe entregar o otimo..
Niro Viana rodrigues disse:
Junho 19 de 2009 às 14:47 hs.
A expressão o Ótimo é inimigo do bom surgiu num contexto de contraposição ao falso perfeccionismo que acobertava a incompetência e comprometia a eficácia organizacional. A dimensão que o autor atribui à aludida expressão é verdadeira, entretanto, trata-se de mais uma metamorfose a serviço da mediocridade que tomou conta de muitas organizações.
vilma maria disse:
Junho 19 de 2009 às 12:33 hs.
EXCELENTE MÁTERIA, NA SOCIEDADE GLOBALIZADA EM QUE VIVEMOS , CABE AO SR HUMANO SE APROFUNDAR EM BUSCAR O ÓTIMO, MESMO TENDO QUE PAGAR UM PREÇO MUITO ALTO, COM LEITURAS, PESQUISAS, INVESTINDO NO PRÓPRIO CONHECIMENTO.
Fernando disse:
Junho 19 de 2009 às 12:19 hs.
Tomara que meus concorrentes pensem que o ótimo é inimigo do bom!!
Margarete Crippa disse:
Junho 19 de 2009 às 11:34 hs.
Simples, claro e objetivo. O excelente texto passou a mensagem... ´exija um pouco mais´, em tudo.
Dawson Ribeiro disse:
Junho 19 de 2009 às 10:38 hs.
Exelente artigo! É bom ter a oportunidade de ler artigos de conteúdo rico e atual como este. Visto que um recém formado como eu tem que procurar inteirar-se rapidamente sobre realidade mercadologica atual, para poder se tornar alguém apto a contribuir efetivamente para o desenvolvimento das organizações. O CENÁRIO DE MERCADO PASSOU POR TRANSFORMAÇÕES.APARTIR DE AGORA ASSIMILAR O QUE É REALMENTE CORRETO SE TORNA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES.
Vander Santos disse:
Junho 19 de 2009 às 10:16 hs.
Trabalhei em duas empresas onde me pediram o ÓTIMO e dei o excelente, dedicando-me inteiramente para tais empresas e esquecendo da minha vida pessoal pois meus objetivos eram enormes e exigiam mais que 100% de mim. Certo dia a chefia achou que estava tudo andando muito bem me mandaram embora sem me agradecer e colocaram outro em meu lugar sem nunca ter trabalhado no ramo só porque era amigao do chefe, ou seja tudo ja estava pronto agora era só colher o que ja estava dando os melhores frutos do plantel, o trabalho ja estava feito era só ganhar o dinheiro. Mas tem o lado ótimo desta escola praticado por algumas empresas sem ética......Vou em breve abrir minha empresa e priorizar a satisfação do cliente dos colaboradores e principalmente a valorização do capital intelectual dos funcionarios e assim darei mais uma vez o meu ótimo e a volta por cima.Parabens Augusto pela disertação.
FABRICIO FERREIRA disse:
Junho 19 de 2009 às 08:31 hs.
DEPENDE DE COMO ESSE PARADOXO É EMPREGADO. EXAGEROS SEMPRE LEVAM A FRUSTRAÇÃO E AO FRACASSO. DEVEMOS LEMBRAR DE QUE UM BOM ELOGIO, NA MEDIDA CERTA, PODE LEVAR UM BOM AO EXCELENTE. "AS PESSOAS PRECISAM DE MOTIVAÇÃO. OS SERES VIVOS RESPONDEM A ESTÍMULOS AO SEU REDOR E EVOLUEM"(SÔNIA SOARES).
Danilo Navarro disse:
Junho 19 de 2009 às 08:16 hs.
Parabéns, excelente texto! Romper com a mediocridade não é opção, mas obrigação. Como já dizia uma célebre colega "De bons o mundo está cheio. Hoje só há lugar para os melhores". Ela só errou em acreditar que não existe lugar para os bons (leia-se "os muito ou pouco medíocres). Na verdade eles têm sim lugar, mas cada vez mais obscurecido pela sobra dos melhores... Prof. Danilo dmnfilho@gmail.com
Alcemiro Leite disse:
Junho 19 de 2009 às 08:13 hs.
Apenas para referência, essa frase está presente no livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu. Para quem não conhece, o livro é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. pelo general e estrategista militar chinês. Grande abraço, Miro.
Flávio Antunes Estaiano de Rezende disse:
Junho 19 de 2009 às 07:32 hs.
Ótimo o texto. O Brasil é um país de modelos prontos e estratégias fabricadas e incorporadas sem muito esforço de compreenção daquilo que foi a necessidade inicial. Nossa ciência, bibliograficamente falando, segue parâmetros que não são construídos em cima de arcabouços próprios e originários, tampouco, servem ao desenvolvimento do conjunto de nossa sociedade. O lucro a qualquer custo, custa e muito caro ao nosso país que imediatista, aceita sem muita negociação e questionamento tudo que vem do outro lado. Aceitamos índices e análises prontas sem sequer olharmos a metodologia. Aceitamos os políticos "pré-eleitos" responsabilizando o outro por uma ideologia ou falta de cultura política ou partidária, sem olhar a cultura ou a exclusão dos inseridos no modelo eleitoral. Tantas coisas que poderiam melhorar com um pouco mais de vontade mas, que deixamos do jeito que está porque "está bom assim".Mais pessoas deveriam praticar este exercício que estamos realizando nesta página. Parabéns pela iniciativa.
Adenilson disse:
Junho 19 de 2009 às 06:55 hs.
A frase em si já nasceu equivocada. Não existe inimizade entre o ótimo e o bom. Eles se complementam e estão do mesmo lado.
Gleyce Oliveira disse:
Junho 19 de 2009 às 06:12 hs.
Excelente artigo! O que comecou com um incentivo a entrega de bons resultados antes que o otimo se provasse inutil na curva do tempo, gerou uma banalizacao e predominancia da lei do minimo esforco… A paixao por se fazer um otimo trabalho e buscar a excelencia foi deixada de lado e substituida por uma cultura de mero ‘teste passa-nao-passa'.Voltando aos meus tempos de colegio, me lembro de ter comentado com a professora sobre um desenho meu que achava que nao estava tao bonito – na verdade eu queria era um elogio, rs. A resposta dela foi: 'Voce consegue fazer melhor? Se conseguir, entao seu desenho esta ruim mesmo.' Eu penso nessa frase ate hoje - seria o meu bom o inimigo do meu otimo?
Sergio Azevedo Jr. disse:
Junho 18 de 2009 às 23:08 hs.
Acredito que o que é "Bom" e o que é "Ótimo" está diretamente ligado ao objetivo que se quer alcançar. Como foi dito por algumas pessoas acima, é uma questão de definir o que tem que ser realmente muito bem feito e o que pode ser feito de forma a simplesmente atender as necessidades.Verificar o real valor de cada ação é o que realmente importa.
Rogerio Soares disse:
Junho 18 de 2009 às 19:14 hs.
Em primeiro lugar concordo plenamente com o autor. Estamos vivendo a era do mais o menos. O profissional hoje se contenta com, emprego ou -, salario ou-, mulher ou -, carro ou -, enfim, como a preguiça é maior do que a vontade, a mediocridade vence sempre. Para quem lida com pessoas, encontrar aqueles que tem um brilho no olhar e que buscam ser ótimos pelo prazer, esta cada vez mais dificil.Aos que discordaram do autor, no minimo uma reflexão seria ideal para não se atolarem no bom.
Rosana Sacchet disse:
Junho 18 de 2009 às 19:11 hs.
Eu concordo em parte com o autor, sobre o risco de acabar entrando em um pacto de mediocridade. Mas minha opinião é de que antes de primar pelo ótimo é preciso realiza uma análise da cadeia de valor. Qual o custo-benefício do ótimo, o prazo, o objetivo... então definir o padrão de qualidade a ser atingido.
Patricia disse:
Junho 18 de 2009 às 18:57 hs.
Sr. Augusto, já pensou que é uma árdua tarefa, tentar modificar a cultura de que o "bom" é sempre o melhor!? Concordo que o ótimo deveria ser a regra e não a exceção. Mas também acredito que a flexibilidade e o bom senso no julgamento do que é o "bom" e o "ótimo" é importante. Muitas vezes o ótimo, em determinada tarefa, pode ser a entrega no menor prazo possível e neste caso seria impossível colocar um "q" especial na mesma.
Carlos Alberto disse:
Junho 18 de 2009 às 18:38 hs.
O ótimo é inimigo do bom está direcionado para as pessoas que no anseio de fazerem sempre melhor (o ótimo) acabam não fazendo nem o bom (feijão com arroz). De forma pagmática, é melhor o bom dentro do prazo (já que tudo é para ontem) do que o ótimo fora do prazo.Agora, havendo planejamento e prazos coerentes, é claro que devemos primar pelo ótimo.Mas aí, o ditado não se aplica. Desta fra, vejo este ditado por outro prisma, e po isso discordo literalmente do ponto de vista do autor do texto.
Katia Robles disse:
Junho 18 de 2009 às 17:48 hs.
Muito boa a abordagem! Concordo com a exposição do Sr. Augusto onde esta entre outras inúmeras "frases prontas" só vem a satisfazer alguns profissionais que pouco querem fazer e alguns clientes que pouco querem pagar, mas que querem obter resultados ótimos, para não dizer excelentes. O que acontece é que não existem milagres! E essa acomodação que já faz parte da nossa cultura se reflete em péssimos serviços e atendimentos em inúmeros tipos de negócios que acabam impactando e gerando stress no nosso dia-a-dia. Os negócios precisam de excelentes gestão de processos, gestão de projetos, de sistemas de informática, excelentes profissionais responsáveis, comprometidos e criativos e por aí vai. Se a excelência é difícil de atingir, vamos pelo menos ficar no ótimo. Bom é desculpa para quem quer fazer corpo mole. Quando somos usuários queremos um ótimo atendimento e ótimos produtos, não é mesmo?
Eurico Gushi disse:
Junho 18 de 2009 às 16:21 hs.
Olá. Eu acho que para conquistar o Ótimo demanda mais tempo. Se nos contentarmos apenas com o Ótimo sempre, podemos ter uma péssima Qualidade de Vida (falta de tempo e stress).Outro perigo que eu percebo é pessoas com medo de sair da zona de conforto, porque sabemos que geralmente não somos Ótimos quando saímos da Zona de Conforto.No mais, acho que primeiro temos que definir os nossos Objetivos Pessoais, e a partir daí definir o que eu preciso fazer de Ótimo e o que eu posso fazer de Bom e mesmo assim atingir os meus Objetivos de acordo com meus Valores.(critérios) Eurico - criaviva@criaviva.com.br
Marcus Foureaux disse:
Junho 18 de 2009 às 16:14 hs.
Já perdi a conta das vezes em que ouvi "pare de ficar 'lambendo a cria', assim mesmo tá bom...".E aí, depois de algum tempo, vê-se que o que era bom não era tão bom assim e que o tempo "perdido" 'lambendo a cria' mostrou-se o caminho correto.Mas isso é coisa de brasileiro, acostumado a valorizar a ação imediata (imediatista?) ao planejamento e à qualidade.Dizem que o japoneses ao iniciar um projeto, usam 90% do tempo planejando e 10% executando. Que o ocidentais costumam usar 10% planejando e 90% agindo (e re-agindo).Eu completo o pensamento dizendo que no Brasil as pessoas não pensam nem os 10%. Já vão direto à ação e passam o tempo todo refazendo e corrigindo erros e mais erros...O resultado? Eternamente o país do futuro...
Orígenes disse:
Junho 18 de 2009 às 15:55 hs.
Sempre entendi a frase como não perder tempo demais atrás do ótimo e deixar de entregar o bom
Eniel Espírito Santo disse:
Junho 18 de 2009 às 15:47 hs.
Parabéns pelas reflexões, precisamos acabar com a mediocridade que insiste em nos rodear!
Lucas disse:
Junho 18 de 2009 às 15:45 hs.
Muito bom o texto, acho que é uma passo muito importante este de mudar esta cultura do BOM, e cultivarmos o OTIMO, nós mesmo sabemos como é melhor usufruir de algo OTIMO ao invés de algo BOM, ou preferimos um abraço meio apertado ao invés de um bem apertado quando estamos saudade de alguém.
Gilberto disse:
Junho 18 de 2009 às 15:42 hs.
Muito bom! Ops! Ótimo!
Tiago Dutra da Silva disse:
Junho 18 de 2009 às 15:39 hs.
Concordo com o autor. Realmente está na hora de mudar ... Não dá para, profissionais e corporações, aceitar apenas o "bom". O "bom " gera resultados medianos, quem quiser resultados (produtividade / qualidade) acima da média, precisará focar o melhor, ou seja, o "ótimo" ou ainda o "excelente".
Fernando S. Dantas disse:
Junho 18 de 2009 às 15:23 hs.
Parabéns Augusto pelas observações. Sempre ouvi este velho ditado. Entretanto nunca havia parado para pensar nas outras nuances.
Robson Rafael de Andrade Barreto disse:
Junho 18 de 2009 às 15:16 hs.
Estamos vivenciando a era da "melhoria contínua" ou da "PIORIA CONTÍNUA"?!Há mais uma séria de jargões que completam esse pensamento, tal como "em time que está ganhando não se mexe"! Mas enquanto não nos mexemos, outros estão fazendo de tudo para ser melhor que nós!
Paulo Cunha disse:
Junho 18 de 2009 às 15:00 hs.
É a aquela máxima: - Se uma coisa merece ser feita, deve ser BEM feita.
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