18/06/2009 - Gestão de Pessoas - Robert Wong
Quais os mitos sobre a arte de procurar emprego?

Na atual conjuntura, onde muitas pessoas estão ativamente procurando emprego, transcrevo algumas considerações que poderão ajudá-las a desmistificar conceitos que as tem atrapalhado nesta empreitada. Ciente da realidade e com uma boa dosagem de autoconfiança, você terá melhores condições de conseguir sua colocação no mercado.
 
1. Se o emprego não for anunciado no jornal ou postado num site, ele não existe.
Grande parte é efetivamente colocada na mídia, mas muitas posições nunca são anunciadas. Para identificá-los, sonde proativamente as empresas ou explore sua rede de contatos (network), a qual responde pela grande maioria das contratações.

2. O currículo deve ter no máximo uma ou duas páginas.
É verdade que poucas pessoas gostam de ler currículos extensos, mas o fato é que o currículo deve conter seus dados mais relevantes, e excluir informações potencialmente importantes por causa de restrições de espaço não faz sentido. A regra a seguir é manter seu currículo sucinto, elegante, mas bem elaborado, com citação das suas principais informações e realizações.

3. O importante não é o que você conhece, mas quem você conhece.
Os dois fatores têm seus próprios méritos e relativos pesos. A combinação do seu know-how X know-who é que vai definir seu valor e seu diferencial, pois o mercado procura efetivamente o executivo com um bom mix destas qualidades.

4. Minhas chances aumentam com o número de currículos que envio.
Hoje, é importante uma tática que prima mais pela qualidade do que pela quantidade. Seja seletivo no envio dos currículos, mas sempre alinhado com seus objetivos. Com foco e alinhamento, suas chances de acertar no emprego desejado melhoram.

5. A melhor entrada é pelo RH ou pelo Departamento de Pessoal.
Pode ajudar, mas o melhor caminho ainda é contatar, se e quando possível, o próprio contratante da posição. Afinal de contas, ele é o tomador da decisão.

6. As realizações que conquistei vão garantir minha colocação.
Errado! Lembre-se de que a empresa quer contra¬tar o seu presente e o seu futuro, não o seu passado. Fale mais sobre o que você pode fazer e menos sobre o que você já fez.

7. Sem diploma, não tenho chances de conse¬guir um bom emprego.
Falso! No passado recente, isso podia até ser válido, mas, hoje, as empresas são mais pragmáticas; elas querem resultados práticos. Caso você não tenha o grau de ensino requerido, é sua incumbência ensinar a essas pessoas que suas habilidades e competências de longe compensam a eventual falta do diploma. Mas o fator mais  importante ainda continua sendo sua autoconfiança!

 


 

Por Robert Wong (autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado)

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Espaço do leitor: 4 Comentários
Comentários:
meireejulinha@mns.com disse:
Outubro 8 de 2009 às 09:36 hs.
Senhor Robert, como faço uma boa Carta de Apresentação estou tendo dificuldades para começar esta carta. Obrigada!
leo_ms10@hotmail.com disse:
Julho 29 de 2009 às 21:07 hs.
Léo, Boa noite!Achei esse texto interessante.Beijos,Ju
Cristiano Pimenta disse:
Julho 27 de 2009 às 13:05 hs.
Vejo que CV é como um cartão de visita, e todo cartão de visita tem apenas o essencial. Desta forma é coerente ressaltar os pontos fortes, cuidado para nao parecer auto-suficiente, afinal, o resultado é a soma dos esforços de um todo.Vejo que o candidato deve buscar como diz Robert Wong o equilibrio entre o que é como (pessoa, profissional, rede de relacionamento) e o que pode contribuir ( experiencias) e projetar suas competencias, habilidades e atitudes, vinculando-os na busca de um objetivo que gere resultados para a organização e para si como pessoa e profissional.
Rosemary Lackmann disse:
Junho 29 de 2009 às 16:00 hs.
Caro Robert Wong, certamente todos estes pontos são importantes. No caso de cargos intermediários, percebo que ter qualificação, colocada no currículo, como MBA e especializações pode vir a ser um bloqueador, se por acaso o gestor contratante não tiver o mesmo nível de formação, estarei errada?
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