Recursos Humanos
Uma análise da motivação no trabalho

No início, é mais fácil motivar os funcionários. Porém, com o tempo, é importante criar uma gestão de motivação. Confira!

É preciso considerar outras fontes de se motivar o pessoal, mas é crucial que elas sejam colocadas em prática, pois se observa algum entusiasmo no início da implantação, porém, por causa das dificuldades causadas pela força das mudanças e da cultura local, muitos profissionais são levados ao estado de desânimo e fracasso pela desistência que se consolida.

Nas palavras do Professor Chiavenato: “O termo motivação envolve sentimentos de realização, de crescimento, e de reconhecimento profissional, manifestados por meio de exercícios das tarefas e atividades que oferecem suficiente desafio e significado para o trabalho”. Atualmente, boa parte dos trabalhadores expressa o desejo de ser reconhecida, de crescer e se realizar na vida laboral. Tal fato é comprovado através de pesquisas específicas. Porém, ainda que se diagnostique este anseio generalizado, diversos gestores demonstram estarem algemados a ideias tradicionais, carecendo de encontrar alternativas para este novo tipo de solicitação. A solução está mais relacionada ao convívio interno do que na intervenção externa, como eventos motivadores, por exemplo.

A aposta nas palestras motivacionais já vem perdendo o fôlego em razão de sua ineficácia. Não quero crucificar tal atitude, porém recomendo que uma palestra seja promovida em complemento a algum trabalho já diagnosticado e em franco desenvolvimento no tratamento da gestão de pessoal. Cada organização requer uma avaliação particular e ela deve ser reforçada pela intenção de seus representantes mais poderosos: diretores, gerentes etc.. Autoridade e poder definem muito, ainda mais se estiverem aliados ao compromisso de mudança.

As empresas podem mudar, investindo na gestão da motivação, e um exemplo prático de ação focalizada no reconhecimento (tão ambicionado) é a avaliação do desempenho. Porém, todo cuidado é pouco quando alguém julga alguém. Preparação exaustiva para uma adequada aplicação deste instrumento é essencial. O colaborador sente-se parcial ou integralmente reconhecido quando as suas qualidades e defeitos são percebidos e pronunciados (sabiamente) por quem o avalia. É um compromisso de aproximação, comunicação, aprendizagem, crescimento e aperfeiçoamento. Mas só isso não basta, é preciso mais.

Um plano de carreira organizacional também é conveniente, mas é bom lembrar que possui o seu lado mecanicista. O jogo de pontos encontrado num modelo de plano de carreira organizacional permite, em muitos casos, apenas a quantidade numérica nele estabelecida, limitando em doses acomodadas o potencial ilimitado que as pessoas têm. Em outras palavras, abra a porta da possibilidade demonstrando que é apenas um acesso e não a meta final única.

Dê motivos para que as pessoas caminhem em determinada direção, esqueça tal fato, e as dificuldades, mesmo as minúsculas, causarão resistência e lentidão assombrosamente maiores e desnecessárias.

 

Por Armando Correa de Siqueira Neto (palestrante, professor e mestre em Liderança pela Unisa Business School, psicólogo - CRP 06/69637, diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas, coautor dos livros Gigantes da Motivação, Gigantes da Liderança e Educação 2006. E-mail: selfcursos@uol.com.br)
HSM Online
29/06/2009

 

Espaço do leitor: 4 Comentários
Comentários:
Marcineia Oliveira disse:
Setembro 9 de 2009 às 09:44 hs.
Professor execelente matéria. Obviamente o tema motivação é extenso. Concordo com Antonio sobre a questão dos defeitos, na verdade somos diferentes , e estas diferenças podem favorecer a equipe ou prejudicá-la. Extrair o melhor de cada um é , envolve reconhecer eles terão suas caracteristicas pessoais, que aos olhos de uns serão defeitos, mas que na verdade são caracteristicas inerentes ao seu perfil .
Antonio Tupy disse:
Agosto 1 de 2009 às 08:51 hs.
É evidente que o prof. Armando não esgota o assunto, mas fiquei preocupado com a colocação dele com relação à Av. Desempenho: "todo cuidado é pouco quando alguém julga alguém". O correto deve ser "alguém julga o desempenho de alguém". Quando se parte da premissa de julgar alguém, o sistema todo já começa errado. Outro ponto aí citado é a questão "quando suas qualidades e defeitos ". Não são defeitos, são características da pessoa impactando o desempenho dela. Sei que o professor fla que há "necessidade de uma preparação exaustiva para adequada aplicação...", mas senti a necessidade de deixar claro esses dois "defeitos" na construção do tema e que, infelizmente, muitos profissionais deixam passar na implantação do seu instrumento de Avaliação de Desempenho.
Djalma M. Rocha disse:
Julho 12 de 2009 às 07:31 hs.
Será que não está na hora de fazer uma reciclagem para os gestores de RH? Tudo se moderniza, principalmente nos dias de hoje, com essa turbulência comercial globalizada, com certeza haverá uma nova ordem, novos conceitos e os gestores terão que acompanhar essas mudanças.
Agostinho Turbian disse:
Julho 4 de 2009 às 17:38 hs.
Excelente artigo. de forma clara e objetiva, o Prof. Armando mostra a importancia do tema para o melhor aproveitamento empresarial e corporqativo.
<< 1 de 1 >>
Envie seu comentário
  Nome Código  
  Comentários  
HSM não tem responsabilidade alguma sobre comentários de terceiros, os mesmos são de responsabilidade exclusiva de quem os escreveu. HSM reserva o direito de eliminar os comentários ofensivos, discriminantes ou contrários às leis vigentes.
Untitled Document
Patrocinado por:
 
HSM - Inspiring Ideas
Bookmark and Share

Inspira-te Marketing