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Existe Beleza em toda natureza, já dizia Ralph Waldo Emerson. Ao olharmos para cada pessoa, podemos ter a convicção de que cada uma delas possui histórias interessantes e características que podemos apreciar; podemos em algum momento nos divertir e rir com elas. Obviamente estas mesmas pessoas podem nos levar a loucura por comportamentos que não conseguimos aceitar. Em uma só pessoa temos um conjunto de características que amamos e odiamos.
Encontraremos pessoas altamente comprometidas e focadas, outras tranqüilas e casuais, que amam estar com outros e também os que amam o isolamento. Temos pessoas que nos questionam e aquelas que nos encorajam. Existem pessoas que sonham acordadas e somente pensam em mudar o que já existe e aquelas que dizem “não mexam no meu queijo”. Temos pessoas que são um poço de calmaria e aqueles que brigam e reagem rapidamente.
Aonde formos, levaremos nossa personalidade junto. Por um tempo até posso disfarçar minhas inclinações na busca de um emprego, uma posição ou um relacionamento, mas cedo ou tarde as pessoas dirão que finalmente eu mostrei quem eu realmente sou.
Hoje as empresas ainda possuem o vício de investirem em treinamentos visando melhorar as fraquezas de seus funcionários. Desde que John Watson escreveu sobre sua teoria comportamentalista, aparentemente o mundo começou a acreditar que qualquer pessoa pode se tornar em qualquer coisa se houver investimento suficiente por tempo suficiente. Com isto, uma indústria multibilionária se ergueu visando alcançar este feito. Porem Detterman e Sternberg (1993) e Baldwin e Ford (1988) nos disseram que as pessoas conseguem aplicar apenas 10%, daquilo que lhes é passado durante o treinamento, para o trabalho.

Atualmente, seria interessante se o mundo corporativo pudesse mudar o nome da área de “Recursos Humanos” para “Otimização de Pessoas”. Digo isso pois o ideal é que as empresas invistam muito mais no recrutamento do que no treinamento. Ao utilizar o processo correto, teremos todas as informações com antecedência e não precisaremos realizar avaliações (assessments) do nosso capital humano. Ao invés de contratar uma pessoa e treiná-la para vender, eu contrato um vendedor.
Hoje temos 20% das pessoas fazendo aquilo que gostam. Isto é um sinal que estamos contratando muito mal e pessoas vão para suas casas após o trabalho sentindo-se frustradas e incompletas.
Como exemplo, vemos diversos casamentos sendo desfeitos e com a seguinte justificativa: incompatibilidade de gênios. Enquanto mantivermos uma expectativa de que as pessoas sejam exatamente como queremos que elas sejam e não conseguirmos admirar as qualidades delas, sempre diremos: existe incompatibilidade...
Certa vez um amigo disse que não existem pessoas incompetentes, mas existem líderes incompetentes que colocam as pessoas nos lugares errados.
Em um dado momento, um líder religioso me disse que as empresas na hora de contratar alguém, olham o currículo dela para analisar o que ela fez, mas que Deus olha para frente e percebe o que ela pode fazer amanhã.
Seria muito bom se tivermos esta capacidade de olhar dentro do futuro, porém nossa limitação nos força a ver o passado para tentar prever com a maior precisão possível, o futuro. Se é que ele existe.
O que tenho aprendido com os anos e pelos milhares de candidatos a emprego, pseudo-líderes, verdadeiros líderes e futuros líderes, é que além do currículo, das indicações e das primeiras impressões, o líder possui algumas características interessantes:
Primeiro, ele possui um propósito de vida muito compelido. Ele possui um senso de preparo alto, uma quantidade mínima de organização, um alto senso de obrigatoriedade, grande apetite pelo sucesso (não apenas o seu, mas do projeto/organização) e alta dosagem de foco.
Segundo, o líder apresenta Energia bastante alta. Ele tem muita interatividade com sua equipe, clientes e fornecedores, é bastante assertivo expressando seu ponto de vista com muita clareza, ou seja, ele é direto porem com tato suficiente para não parecer grosseiro. Ele impõe um ritmo vigoroso em tudo o que faz e apresenta uma convicção inegociável da vitória.
Terceiro ele sabe encorajar as pessoas na hora certa e questionar também.
Quarto, o líder precisa conseguir olhar dentro do futuro e ter intuição suficiente para tomar decisões quando não existem informações concretas. Obviamente é muito importante ser futurista, ter a mente aberta para fazer as coisas de modo diferente, ser conhecedor de diversos assuntos formando assim um acervo intelectual de onde poderá sacar informações importantes e pertinentes no momento certo e acima de tudo ter um conjunto de valores extremamente claros e difundidos e permeados pela equipe e organização.
Outras características é a Sustentabilidade. O líder suporta bem o estresse. Possui traços da personalidade como a calma, o gerenciamento da raiva, resiliência, controle do embaraço e gerenciamento de estresse todos muito altos. Enquanto muitos já desistiram há muito tempo, o líder permanece na sua marcha consistente ao pico que ele quer escalar. Enquanto outros já se desesperaram, o líder permanece inabalável. Ele é o ponto de referência de todos. Se o líder demonstrar medo e descontrole emocional, então todos abandonarão o navio. Liderança é e sempre será essencial. Uma nação, uma família ou uma organização é bem sucedida ou não por causa do líder.
Existe um grupo de pessoas procurando um líder. Este líder é você. Então, lidere.
Por Ronald Berg (Peaks America Latina)
HSM Online
01/07/2009
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