Difícil não reconhecermos algum parente ou colega de trabalho, quando lemos um pouco da teoria sobre o narcisismo. Nada fácil é nos enxergar nela, assumir nosso telhado de vidro. Mas o fato é que, em maior ou menor grau, todos somos narcisistas e talvez seja o Narciso em nós que nos impulsione a buscar e alcançar nossas ambições.
Isso posto, deixarei o politicamente correto de lado, para confessar que, ao estudar o narcisismo, uma fila de chefes que tive desfilou pela minha mente. Por que os chefes? Ora, precisa explicar? Chefes são as personagens mais engraçadas, se tivermos condições de olhá-los a distância, mais longe de todo o amor e todo o ódio que possam despertar em nós. Aos nossos olhos subalternos e parciais, são como caricaturas, isto é, têm alguns traços exagerados: um nariz gigante ou um ego descomunal. Como já fui tanto chefe quanto subordinada, falo isso com tranquilidade.
Mas suponhamos que o narcisista é o seu chefe. Com base nas características que os grandes estudiosos Heinz Kohut, Otto Kernberg e Alexandre Lowen elencam sobre o narcisista que ouso chamar “típico” (com base na observação de ambientes de trabalho), deixo aqui algumas dicas que lhe ajudarão a jogar o jogo. Ou a romper com ele.
1ª: deixe que ele se exiba – como uma menininha que desfila, orgulhosa, sua fita cor-de-rosa no cabelo, o chefe narcisista gostará de desfilar seus predicados para você. Mostre-se receptivo a ouvi-lo e sorria enquanto o faz. Se não tiver o que dizer, use exclamações e perguntas vazias e ambíguas, mas que podem mostrar interesse, como: “É mesmo?”, “Não acredito que você fez isso!” ou “E aí, o que aconteceu?”. Não boceje.
2ª: faça bilu-bilu – o narcisista não foi suficientemente espelhado em sua infância. Seja um pouco mamãe ou papai do seu chefe narcisista e faça bilu-bilu nele. O narcisista adora adulação e é justamente aí que reside seu maior ponto fraco. Ele quer ser admirado e você não deve poupar elogios. Se o seu chefe é um narcisista de carteirinha, não se preocupe. Ele não notará, se você estiver sendo mais falso que uma nota de R$3. Afinal, você vive dizendo que ele não consegue distinguir os puxa-sacos dos colaboradores que, de fato, colaboram, não é? Se não pode vencê-los...
3ª: nunca discorde, pelo menos não diretamente – o supernarcisista não lhe enxerga como um ser humano à parte. Você é parte dele e não pode, em nenhuma hipótese, estar em dissonância com o que ele quer. Ao discordar, você o estará rejeitando, e não colocando sua opinião franca para o bem da empresa. Assim, se você não quer tirá-lo do sério, você pode escolher entre simplesmente dizer que concorda ou, então, dizer, com muita calma e sorriso no rosto, que ele tem razão em destacar isso e aquilo, mas que você tem uma dúvida e deseja perguntar se ele considerou aquilo outro... Discorde sem discordar. Similarmente, jamais demonstre indiferença ou desaprovação em relação às preferências do chefe. Nunca diga “golf me dá sono” ou “gosto mais do interior de Minas do que de Miami”, se ele joga golf e acha Miami bárbara. Jamais ponha em cheque a ilusão de poder do narcisista sobre os pensamentos alheios. Você poderá mesmo despertar a fúria narcísica. E aí vêm gritos, broncas desproporcionais e vingança. Você já reparou como ele se vinga? Pensava que fosse uma questão zodiacal?
4ª: não se deixe abalar pelo sadismo – o sádico narcisista tentará, de algum modo, diminuir seu valor. Talvez seja o único jeito que ele encontrou para aumentar seu próprio valor. Não esquente. Ele divide o mundo em aspectos bons e maus. É claro que ele está no lado bom. Ah, os outros são tão maus! Mas tudo tem limite: não confunda estilo de liderança com abuso moral, que dá até processo (o que não é nada perto das crises de ansiedade, pânico e gastrite que a parte vitimada pode ter).
5ª: não apele para os sentimentos – narcisistas não sentem. Eles aprenderam, em algum ponto, que sentir é ruim. Bloquearam o acesso ao coração, por mais “generosos”, “simpáticos” e “sedutores” que lhe pareçam. Assim, ele também não terá nenhuma sensibilidade em relação aos seus sentimentos (esqueça a empatia), tampouco você deve aborrecê-lo com comentários do tipo “Você deve estar muito triste com a morte do seu cachorro, eu também sofri quando o meu morreu”, ou “Você também não está com saudades do fulano que está em férias?”. Também não tente convencê-lo de que ele deve agir assim ou assado, para que as pessoas fiquem mais felizes ou para que a vida no planeta seja mais pujante. No máximo, ele poderá ser adestrado, se conseguir ligar uma mudança de comportamento ao enaltecimento de sua imagem, como, por exemplo, ser reconhecido como um líder que abraçou a causa ecológica. O narcisista se esmera para cultivar sua imagem. Ele não sabe que sua casca não corresponde à sua essência, aquela que ele precisou bloquear e, por isso, não tem acesso aos sentimentos.
6ª: louve símbolos que o dinheiro compra – não tente convencer seu chefe narcisista de que andar descalço no litoral com seu filho lhe faria bem à saúde física, mental e espiritual. “Espiri-o-quê?” Você o aborrecerá com qualquer conselho que não seja “apareça”. Ele nutre a imagem, como disse. Então, ele não consegue se desapegar do que a sociedade entende como vitória. No nosso caso, isso ainda parece ter a ver com status, fama, grifes, barriga de tanquinho e muito trabalho. Seu valor reside mais no número de e-mails que ele recebe em seu smartphone do que no número de sorrisos que seu filho lhe dá. Se você deixar claro que não compartilha certos valores, terá problemas. Pelo menos finja que quer ser igualmente V.I.P.
Assim se dança conforme a música, o que pode ser muito oneroso. Quero ressaltar que os efeitos do narcisismo dependem não apenas do grau em que traços como os que citei aparecem no chefe ou em quem quer que seja, mas também das características daqueles que estão sob a mira do narcisista. Alguns de nós somos mais suscetíveis, dependentes ou masoquistas, outros menos.
O assunto merece, certamente, tratamento muito mais sério do que o que aqui adotei. Mas talvez o sarcasmo seja uma estratégia de denúncia. E também de estímulo à reflexão. O que o move? Imagem e poder mais do que sentimentos genuínos? De que você mais precisa: admiração ou paz de espírito? Como anda se comportando o narcisista que existe em você?
Por Alexandra Delfino de Sousa (administradora de empresas e diretora da Palavra Mestra)
HSM Online
15/07/2009
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Comentários:
Flávia disse:
Agosto 23 de 2009 às 22:17 hs.
Adorei o artigo! Infelizmente temos que conviver com estes tipos citados para tentar sobreviver no ambiente corporativo, isso se algum Narciso não decidir nos esmagar com seu ego.
Eleri Hamer - www.elerihamer.com.br disse:
Agosto 23 de 2009 às 00:32 hs.
Poucas vezes vi um texto tão ridículo como este no site da HSM. Sinceramente, as estratégias declaradas aqui são um desserviço profissional e servem para os incompetentes que precisam se manter a mercê de chefes desse tipo. Qualquer profissional com um mínimo de competência não seria capaz de adotar uma sequer das sugestões.Uma sugestão à parte: Quem ainda possuir um chefe assim, peça a conta ou trate de melhorar a sua empregabilidade e procure urgentemente mudar de empresa ou de atividade.
Bruno disse:
Julho 24 de 2009 às 13:23 hs.
Adorei o texto e achei impressionante como a descrição se encaixa na figura de alguns chefes. Não concordo, assim como outros, com o conselho proposto. Acredito que quando somos fortes, nós é que mudamos o ambiente, e não o contrário. Venho realizando este processo na empresa em que trabalho, onde meu supervisor é Narcisista com "N" maiúsculo. Meu conselho é encarar a situação e até mesmo superar o seu chefe. Não fazer isso é uma atitude de ovelhas. E você? É uma ovelha ou um pastor?
gilberto barros lima disse:
Julho 20 de 2009 às 18:40 hs.
Realmente a imagem "narcisista" empregada pela autora representa uma realidade, depois de tantos anos de serviços posso confidenciar que a maioria das minhas chefias tinham essa notória característica. Narcisismo ou mesmo maquiavelismo são qualidades do ser humano e rotineiramente estamos se utilizando desses artifícios para fortalecer o nosso ego.
Leitor disse:
Julho 16 de 2009 às 15:39 hs.
Muito bom o artigo.Quem não entendeu, interpretando literalmente, releia tudo novamente, com muuuuuuuuita calma. Ninguém pensou que a autora quis dizer para fazer, literalmente, bilu bilu no chefe, não é??? hehehe...Bom artigo, boa abordagem.
Alexandra disse:
Julho 16 de 2009 às 12:17 hs.
Sugestão: leiam a matéria "O líder sabe o que quer?", de Federico Amory, que está na mesma newsletter (ou no link abaixo deste artigo, ou em destaque atualmente na home do portal HSM). Texto bem escrito, excelente contraponto (e também "coincidência", dependendo do olhar) às dicas para lidar com o chefe narcisista. Boa leitura!
Silvia Cruz disse:
Julho 16 de 2009 às 10:41 hs.
Gostei muito do texto, e concordo com algumas dicas da escritora. Li os outros comentários e também não discordo dos que foram contras. Deixe-me explicar melhor: algumas pessoas podem achar um absurdo você ser falso no ambiente de trabalho, puxar o saco do chefe e coisa e tal. Essas pessoas tem valores e não querem ir contra eles. Eu também tenho, mas meus valores são com a familia, amigos e comigo mesma. Trabalho, infelizmente, muitas vezes é uma maneira de ganhar dinheiro, pegar as contas e com sorte, se divirtir junto com a familia e os amigos, que são quem realmente interessa. Então, para evitar gastrite, chegar em casa nervoso e brigando com todos, e até evitar doenças mais sérias (acreditem, isso acontece com mais frequencia do que imaginamos), prefiro puxar o saco, ser falsa, fazer o que for preciso para manter meu ambiente de trabalho o mais agradavel possível para que eu seja uma pessoa mehor para as pessoas que realmente importam, principalmente, eu mesma!
EUNEIDE disse:
Julho 16 de 2009 às 07:43 hs.
É muito fácil e confortável quando assistimos uma cena de camarote,mas daí estar fazendo parte dela é que é.... . Fui vítima durante a algum tempo de um gestor dificil de lidar e confesso não foi fácil, a alternativa foi buscar novos horizontes e pedir demissão.Um grande abraço a todos.
Darlan Martins disse:
Julho 16 de 2009 às 06:51 hs.
A descrição do que seja o narcisista é interessante o bastante para reconhecermos um e não nos iludirmos. O duro é agir desonestamente consigo próprio e com o outro, como ser conivente com esse tipo de comportamento, embora fosse meu chefe, o Lula, o Bin Laden. Acho que a sinceridade é um dos pilares do caráter. No tempo em que o Cristianismo surgia, milhares de cristãos foram às arenas devorados por leões por manterem sua crença, seus valores. Gandhi idem. Com sua postura, apanhou muito, foi preso, mas levantou, através de seus exemplos, uma multidão que venceu os ingleses racistas narcisistas, libertando mais de 1 milhão de pessoas. Coragem amigos. É tempo de mudanças!!!
Cristiano de Andrade Nogueira disse:
Julho 16 de 2009 às 06:20 hs.
O mais díficil no mundo corporativa, é a peça que a vida prega a maioria dos profissionais mortais. Grande parte dos chefes são assim. Alexandra você apenas expos a realidade e dá dicas para termos uma vida mais saudável no trabalho. Mas o que acontece com o funcionário analítico, verdadeiro e sincero? Sofre o tempo todo? Falo de minha pessoa, pois convivi e convivo com chefes narcisistas e me preocupa isto, até que ponto tenho que ocultar minha personalidade e meus princípios para agradar um cara que na verdade precisa até de tratamento, pois em alguns momentos o chefe narcisista conserva caracteristicas de psicopata. E não estou falando daqueles psicopatas do cinema, estou falando de um tipo sutil, que causa transtornos psicológicos nas pessoas a sua volta. O que fazer com estes caras? Que além de ser super narcisistas, são extremamentes perseguidores. Vale a pena aplicar as seis dicas só para se manter bem no trabalho? Estão ai minhas indagações. Abraços, o artigo é bom, porém polêmico!
Adélia disse:
Julho 15 de 2009 às 20:35 hs.
Fazia tempo que não me divertia tanto com um artigo. Gostei muito porque li com a ironia com que foi muito bem escrito. Não levei a sério e não aplicaria os conselhos ou dicas. Acho que sair do último emprego ( rompi o jogo) e identificar no artigo algumas pessoas que conheço me fez ler e rir, bastante. Como disse a Leticia, "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente". Para os leitores que estão em paz com seus chefe ou narcisistas ao seu redor (ou dentro de você), levem na brincadeira. Para quem identifica um narcisista vai uma dica: leia o texto mais de uma vez. Especialmente nos parágrafos anteriores e posteriores às dicas.Continuarei leitora assidua dos artigos do portal HSM, principalmente se eles quebrarem gelos de assuntos indigestos como este.
Jackson de Araújo Silva disse:
Julho 15 de 2009 às 16:14 hs.
Acho que o mais polêmico no artigo é que alguns leitores não gostaram da forma como foi escrito. Se a palavra "falsidade" desse lugar ao "político", certamente os comentários seriam mais ponderados.Só que isso não é realidade. PESSOAS narcisistas continuarão existindo e, se forem chefes, continuará havendo a necessidade de SER POLÍTICO. Ser político não é ser falso, mas se você pretende continuar na empresa e vislumbra oportunidades, você precisa "costurar" alianças, também com narcisistas.
André disse:
Julho 15 de 2009 às 15:42 hs.
Não esperava causar tanta discussão com meu comentário, porém, estamos saudáveis aqui. Primeiro, gostaria de dizer à Alexandra (autora) que realmente não li o texto com um sentido irônico. Desculpe-me por isso. Mas, já que todos engatamos na discussão, gostaria de complementar meu ponto-de-vista. Por isso, Lourdes Báltico, Francisco e demais que comentaram na mesma linha, posso lhes afirmar que vivo no mesma planeta que vocês. No entanto, em meu mundo, pequeno que só, não existe espaço para atitudes egocêntricas. Não consigo entender como - ou porque - deve-se tolerar narcisimos exarcebados (sei, é redundante dizer isso) da parte de um chefe. Não sou do tipo que se curva ante mimos dos outros, mas sim, perante boas idéias e planos conscientes. Não sofro de devaneios verborrágicos; apenas não acredito que empresas devem ser transformadas em playgrounds ou parques de diversões para tipos egocêntricos que acham que o mundo é seu quintal - e só seu. Como bem disse aqui o Eduardo Coltran, atitudes que muitos consideram jogos de cintura podem, pasmem, transformar-se no "famoso jeitinho" ou algo pior. Por isso, acredito que pessoas sérias e responsáveis sabem agir de tal tanto com seu trabalho como quanto com as pessoas ao seu redor. Enfim, próximo?!
Eduardo Coltran disse:
Julho 15 de 2009 às 15:13 hs.
Francisco e Lourdes....bilu-bilu pra vcs! Acho que são do tipo que realmente gostam de um bilu-bilu bem lento e demorado. André e Fernanda, concordo com vcs. Realmente estamos em um país que não vai pra frente meeesmo, com essa gente que não dá a mínima em ser falsa "...como uma nota de R$3..." pra se dar bem!O Brasil sempre foi e dificilmente deixará de ser o país dos "espertos"!
Letícia disse:
Julho 15 de 2009 às 14:47 hs.
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente" O texto, além de bem escrito, tem um conteúdo verdadeiro e prático. Sejamos francos... É tão mais confortável adotar essa postura ironica e leve para conviver com um chefe assim. Como disse a autora, não é apologia ao puxa-saquismo, são dicas para exercer a arte da empatia, relevar e ser suficientemente sábio para manipular a situação... Eu concordo com ela. E bem sei o quanto funciona!Alguém já se sentiu do outro lado da moeda? Sendo elogiado e bajulado, gostando da situação e se deixando levar? As vezes me sinto. Recebo um elogio, para depois ceder em algum outro ponto... Só depois percebo que funciona comigo também. :(
Átimo Coutinho disse:
Julho 15 de 2009 às 14:46 hs.
Prezados leitores,A idéia que está sendo colocada é muito interessante e merece ser discutida. Prendam-se ao que se quer dizer e não exatamente à forma pela qual se escreveu. Vamos ganhar muito mais... Gostei da aborgdagem, Alexandra.
Cláudio Moreira dos Santos disse:
Julho 15 de 2009 às 14:41 hs.
Que graça (ou que falta dela).Existem pessoas com verdadeira dificuldade para ler nas entrelinhas...Um texto que trata de um assunto seriíssimo com humor, por exemplo.Assim como puxar saco não é colocar as mãos nas partes íntimas de alguém, o bilu-bilu é também uma saída leve para o drástico da coisa.Cadê o jogo de cintura galera?Sds,
Miguel Ângelo disse:
Julho 15 de 2009 às 13:34 hs.
Infelizmente, temos muitos casos deste tipo no mundo corporativo. Entretanto, os profissionais sérios e éticos, sob o comando de algum "narcisista", devem se comportar de maneira séria e ética, não se corrompendo para simplismente agradar o seu superior narcisista ou qualquer que seja o nível desse narcisista. Entendo que quando todos passarem a agir dessa maneira (principalmente sem puxa-saquismos), o mundo corporativo será outro. Talvez ainda apareça um artigo dando dicas e orientando como o narcisista deve se comportar diante de profissionais sérios, éticos e competentes.
Robson disse:
Julho 15 de 2009 às 13:27 hs.
Quanto à caracterização dos narcisistas, o texto foi aproveitável; porém, quanto às formas de lidar com eles foi desprezível (a sugestão de fazer "bilu-bilu", por exemplo, foi tão ridícula quanto esdrúxula).
Alex Colaneri disse:
Julho 15 de 2009 às 13:27 hs.
Eu achei bem legal a matéria, mas só quando cheguei na metade que percebi o tom irônico. O legal é fazer isso ENQUANTO se procura outro emprego ou mudança de área. Um jogo de cintura assim, pelo menos comigo, não duraria muito tempo.
maria disse:
Julho 15 de 2009 às 13:26 hs.
Concordo com o André, realmente pessoas verdadeiras não conseguem fazer este jogo de interesse e falsidade, eu não faço e vivo em pé de guerra com meu chefe, pois me recuso a ser puxa saco e falsa. Mas me diverti muito com o texto e levei na brincadeira, mas ele corresponde à realidade em que vivemos, eu vejo muitos funcionários fazendo exatamente o que o texto prega, são incompetentes e puxa saco.
Van Gusberg disse:
Julho 15 de 2009 às 13:17 hs.
Realmente fica difícil não concordar com o artigo e como a Fernanda comentou acima, não imaginava que alguém pudesse descrever tão bem as características desse Ego que habita tantos gestores nas empresas. E caro André, sem defender a autora mas pela a minha percepção do texto, não se trata de puxa-saquismo de imcompetentes o que se prega mas sim aceitar que ele é uma pessoa que gosta de enaltecer suas conquistas, é como se voce conseguisse resolver um problema e fosse confrontado com um elogio do tipo "não fez nada que não fosse sua obrigação!" para um narcisista essa é uma declaração de guerra PESSOAL, o que para uma pessoa menos narcisista traria apenas um mal estar temporário. A idéia de gerenciamento por opiniões é legal, mas ainda não somos máquinas, assim dependemos do gerenciamento por opiniões dos superiores sobre a dos subordinados, as vezes boas mas muitas outras não.
Alexandra, a autora disse:
Julho 15 de 2009 às 13:17 hs.
André, Fernanda e Kooboo,Agradeço muito suas críticas e, certamente, aprendo com elas. Se o tom que adotei não lhes agradou, posso entender, pois usei a via da ironia, como eu mesma ressaltei, para tratar de assunto sério. O narcisismo pode ser danoso para indivíduos, famílias e para a sociedade e, como, tentei deixar claro, faz parte de nós em maior ou menor grau. Os autores que mencionei são muito sérios e, se vocês tiverem interesse, poderão encontrar nas obras deles as características que ressaltei. Jamais tive intenção de fazer apologia à adulação. Pelo contrário, mostrar o insensatez de tal comportamento que, no texto, chamei de "oneroso", apesar de tão comum. O assunto ficou polêmico, não? A julgar pelo comentário dos demais... Abraços!
AF disse:
Julho 15 de 2009 às 13:11 hs.
Pode não ser um manual científico de como lidar com pessoas narcisistas. Mas é, sem dúvida, algo bem humorado, e realístico. Acho que a graça da HSM está exatamente em mesclar formalidade com informalidade. Se você deseja comprovar cientificamente como se deve lidar com chefes narcisistas, deve fazer uma especialização. Acho que o comportamento humano de forma alguma é matemático. Assim, sejamos menos pedantes. Tire umas boas férias e retome seu senso de humor.
kooboo sam disse:
Julho 15 de 2009 às 13:08 hs.
Se o objetivo desse artigo era acrescentar algo relevante, não atingiu o objetivo. Se era sarcasmo e piada non-sense... esteve quase lá.Como já comentado... a HSM costuma ser melhor que isso.
FRANCISCO disse:
Julho 15 de 2009 às 13:04 hs.
Por favor esse André e essa Fernanda em que mundo essa gente vive, ou chefes narcisistas ou nunca trabalharam com uma tal. Parabéns a quem escreveu este artigo pois é assim que na maioria das vezes encontramos responsáveis por setores e até diretores, ou vcs acham que as empresas muitas quebram por que.Infelizmente está cheio disso, pessoas egocentricas que sei lá por que receberam um cargo.
Lourdes Báltico disse:
Julho 15 de 2009 às 13:03 hs.
Caros colegas André e Fernanda que fizeram comentários: EM QUE PLANETA VOCÊS VIVEM? Parece ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. Rompam seus paradigmas de gestão e parem com a verborréia inútil e em vez de analisarem o autor do texto, analisem a si próprios e as empresas onde trabalham.Ou escrevam artigos quem sabe vocês tenham alguma contribuição melhor que seus comentários para ajudar o mundo corporativo repleto de idiotas como os Narcisistas que parecem nascer às pencas e infestam nosso cotidiano com suas esquisitices e chatices. Se pudesse usaria um antídoto contra essas pessoas, mas as sugestões acima são engraçadas e úteis, concordo que difícieis de serem aplicadas para quem tem " estomago" mas quem sabe os Narcisistas possam ver como são ridículos e alvo de piadas como estas sugestões.
Fernanda disse:
Julho 15 de 2009 às 12:50 hs.
Se eu tentasse estar mais de acordo com o comentário de André não conseguiria. Busquei o campo abaixo justamente para expressar o mesmo tipo de revolta que acabei encontrando registrado. HSM publicando algo desta natureza? Mesmo que não seja opinião do portal, qualquer texto de qualidade inferior que utilize a palavra gestão vale para ser publicado? Esse portal costuma fazer melhor que isso...
Paulo César disse:
Julho 15 de 2009 às 12:09 hs.
Na verdade meu nome não é este, não posso revelar meu nome, pois meu chefe também lê as matérias deste site e certamente me traria sérios problemas...Meu chefe é e-x-a-t-a-m-e-n-t-e como está descrito nesta matéria, parece até que o estou vendo em cada uma das dicas.PC
André disse:
Julho 15 de 2009 às 10:59 hs.
Compreendo o ponto-de-vista apresentado na coluna, porém, sou obrigado a comentar que discordo. Dicas como "faça bilu-bilu" são uma verdadeira afronta para qualquer profissional sério que saiba o valor de seu trabalho. Aliás, chega a ser patético um portal renomado como a HSM publicar algo deste tipo. Puxa-saquismo é ruim. Falsidade é ruim. Um profissional atuar de uma maneira em que não acredita de verdade somente para agradar outrém é pior. Atitudes e pensamentos como os apresentados nesta coluna são, nada mais, as verdadeiras edificações do narcisismo negativo e do gerenciamento movido por opiniões pessoais de enaltecidos - ou seja, aquele gerenciamento que peca por falta de análises e estudos sérios, por exemplo.Uma lástima, uma lástima.