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Confira a seguir alguns desses direcionamentos para criar uma "lovemark":
- Pense com seu coração. As grandes decisões, geralmente, são emocionais. Quando tomamos uma decisão emocional, isso nos leva a uma ação. Por outro lado, quando tomamos uma decisão de forma racional, chegamos a uma série de reflexões e conclusões, mas poucas vezes à ação.
- Não dê tanta importância aos dados, às informações e às pesquisas que são feitas. Tudo isso é importante, mas é algo que todos podem ter. Não é o que faz a diferença. “Vá para a selva, não para o zoológico. Observe as coisas. Passe um tempo com seu cliente. Sinta. Viva a vida junto. Temos que buscar revelações, por meio das empatias, dos sentimentos, das relações. Devemos manter a mente flexível”, sinaliza Roberts.
- Renuncie ao controle da marca. Controles gerenciais e pesquisas em excesso podem dar a falsa impressão de controle. Mas, hoje em dia, os consumidores é que têm o poder.
- Tenha um propósito maior. Não basta ter boas funcionalidades e ótimos produtos e serviços. É importante defender ou trabalhar a favor de uma causa.
- Entregue algo que não tem preço. As entregas têm que refletir os valores do consumidor. Para tanto, temos que:
a) Surpreender com o óbvio. Muitas vezes, por causa de custos, segurança ou medos, perdemos a possibilidade de armar surpresas. Cada vez mais a inovação é um valor necessário, principalmente se considerarmos a grande quantidade de marcas existentes, a concorrência crescente e a ação da mídia.
b) Respeitar o estilo de vida dos clientes. Essa é, também, uma questão de respeito. E respeito é fundamental.
c) Ter uma visão estendida, de longo prazo. O imediatismo, muito presente no mundo atual, não contribui para um valor agregado maior.
d) Inspirar a todos, para buscarmos tornar o mundo melhor.
Com essas premissas, podemos chegar a construir uma “lovemark”. Mas que só será realmente uma “lovemark” se conjugar três elementos essenciais:
1) Mistério. Tem que haver mistério. Nem tudo pode ser programado. O mundo das telas (computadores, TVs, celulares) é bem diferente do mundo real. E o mundo real nos traz muitas histórias. “O contador de histórias será o profissional mais valorizado no século XXI”, salienta Robers.
2) Sensualidade. Sentimos as coisas, na vida, por intermédio dos cinco sentidos. Então, a publicidade e o marketing não podem desprezar sensações como cheiros e gostos, por exemplo.
3) Intimidade. A intimidade é um sentimento de cumplicidade. Significa empatia de sentimentos, paixão e compartilhamento de crenças.
Essa última questão provoca uma incursão reflexiva de Kevin Roberts. “A vida é para ser partilhada. Sempre temos que nos perguntar, quando lançamos uma ideia, como as pessoas irão compartilhar isso, como irão passar adiante. Temos que ter isso sempre em mente. E sempre com bom humor. Nunca devemos perder o senso de humor”.
HSM Online
18/08/2009
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