Digital
Redes sociais aquecem o e-commerce

Sites como Orkut e Twitter estão entre os passatempos preferidos do brasileiro, que chega a passar 80% do seu tempo online em redes sociais

O brasileiro adora a internet. De acordo com estudo divulgado em outubro pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), mais 64,8 milhões de pessoas estão conectadas no país. A popularização do acesso à internet e a facilidade na aquisição de computadores incluíram as classes C e D na rede e fomentaram ainda mais a inclusão digital.

Para os empreendedores, a boa notícia é que esses números também apontam para oportunidades de negócio na rede. Hoje o comércio eletrônico já é considerado a melhor possibilidade em termos de negócios no Brasil e projetado como o segmento comercial mais progressor, devido ao seu faturamento e seu crescimento a cada ano. Estimado para mais de R$ 10 bilhões, o faturamento esperado para 2009 supera expectativas de crise e se destaca em comparação a outros setores da economia.

E novas tendências continuam surgindo. Uma outra pesquisa recente, realizada pelo Nielsen Online, mostrou que 80% dos brasileiros gastam seu tempo de acesso na web para interagir em redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. O país está entre os primeiros na lista de acesso à redes sociais em todo o mundo. E algumas empresas já estão investindo nesse filão para incrementar suas vendas. O objetivo é trazer esse conceito de rede social para os negócios online e vender pela internet de uma maneira diferente que interaja com o cliente e fuja do padrão atual de vitrine virtual.

O Comércio Social atua por meio da interação e diálogo direto com o cliente. Se a oferta for boa, a propaganda é espontânea e gratuita: os próprios consumidores se encarregam de divulgar a loja para sua rede de contatos. Para Conrado Adolpho, diretor da agência Publiweb Marketing Digital, o Comércio Social, é uma plataforma de comércio eletrônico que traz em sua gênese os conceitos de rede social, tendo como forte aliada a comunicação realizada na web 2.0.

"Com um bom planejamento, essa estratégia vai gerar um número crescente de vendas qualificadas, porque trabalha continuamente a fidelização e a formação de uma comunidade para a marca. Inicialmente é preciso gerar demanda, não há comunidade sem pessoas. Assim, a empresa deve realizar uma ação para não perder os usuários que já visitaram o site pela primeira vez", comenta Adolpho.

Quem possui uma loja virtual deve pensar em ações, portanto, para aproximar esse usuário das vendas. Podem ser promoções relâmpago, concursos culturais, fóruns. O importante é que os consumidores possam opinar, conversar e contribuir para facilitar a navegação e o prazer da compra.

Para o micro e pequeno empresário que visualize no e-commerce uma oportunidade real de negócio esse é um meio de diferenciação no mercado, pois a visão do consumidor também está mudando. Um depoimento positivo de um cliente está começando a ter mais peso na decisão de compra do que a grife do produto, por exemplo.

Da mesma forma, opiniões negativas se propagam muito mais depressa e podem gerar uma péssima publicidade para as marcas que não estejam atentas à divulgação de seu nome e produtos na internet. Portanto, quem deseja investir no comércio social deve procurar conhecer bem as ferramentas disponíveis e atuar com transparência junto ao consumidor.

HSM Online
30/10/2009

Espaço do leitor: 8 Comentários
Comentários:
rosa lourdes @hotmail.com disse:
Novembro 6 de 2009 às 22:57 hs.
eu gostaria muito o-patecipar deste bart parpo
rosa lourdes @hotmail.com disse:
Novembro 6 de 2009 às 22:57 hs.
eu gostaria muito o-patecipar deste bart parpo
Fernando disse:
Novembro 3 de 2009 às 18:19 hs.
Na verdade, cada empresa precisa mapear onde esta seu cliente e o que ele costuma fazer. Nesse blog http://inteligenciaonline.wordpress.com/ existe varias maneiras de alinhar estratégia organizacional com clientes virtuais.
Prof. José Luiz disse:
Novembro 3 de 2009 às 14:05 hs.
As redes sociais são muito antigas, o "endorsement" de produtos e serviços também o é, o que estamos constatando são experiências virtuais que hoje se multiplicam como rastilho de pólvora, visto o próprio meio "Internet". Mas temos que também observar que proporcionalmente as oportunidades temos as ameaças, ou seja, faça bem feito sempre e atenda a cada um como um cliente VIP, pois em, caso de descontentamento a empresa vai cair na regra do " um bom comentário três novos clientes, um ruim vinte ex-clientes".
Filipe disse:
Novembro 3 de 2009 às 08:38 hs.
www.intentio.com.br
Filipe Costa disse:
Novembro 3 de 2009 às 08:37 hs.
Follow Shop é um novo conceito de compra colaborativa, permite que as pessoas sigam ofertas para viabilizar grandes descontos, reunindo grupos de compra no Twitter. Follow Shop é um projeto da Intentio, startup focada na criação de conceitos e estratégias de marketing e novos negócios em mídia social, da Brands (Ideiasnet).
W. Gabriel de Oliveira disse:
Novembro 2 de 2009 às 19:57 hs.
A matéria abre muito bem os olhos dos investidores para as vantagens das mídias sociais. Porém, valeria a pena citar um pouco da complexidade que é trabalhar profissionalmente sobre elas. Em minha carreira, vi muitos clientes querendo entrar nas mídias sociais de qualquer jeito, mas não entendiam prazos, cuidados necessários e indicadores, que são bastante diferentes das outras ações midiáticas. Depois do contrato fechado, praticamente iniciava um curso de preparação da cabeça dos contratantes.O trabalho sobre mídias sociais envolve tato com a intimidade humana. Isso é delicado. Quem está nas redes se expõe de uma forma não vista, em nenhum outro ambientes, pelos anunciantes. A sinceridade muda e a autoconfiança também.Os novos superpoderosos consumidores geralmente não tem formação humana para lidar com esse poder. Eles podem usar um amplificador virtual como bem entenderem. Mas não tem como fugir deles, pois são eles que colocam dinheiro dentro das empresas. São eles que devemos conquistar, do jeito que eles são.Portanto, meus amigos, é necessários para esse trabalho muito estudo, análise, pesquisa e observação empírica (vivencial) também. Não adianta apenas estudar o conhecimento de Maquiavel (O Principe), beber das idéias de Rousseau (Do Contrato Social), pegar um pouco de Foucault (Vigiar e Punir) e até passar por Freud, além de vários outros teóricos. Talvez isso seja o de menos na hora de por a mão na massa. É preciso sobretudo ser jovem (de espírito), curioso, sociável e webaholic.O trabalho com mídias sociais que vale a pena ser feito é um trabalho complexo, multidisciplinar (publicidade, administração, psicologia, socialogia etc.) e também com metas, ações e indicadores específicos. É um trabalho com gente em seus momentos mais pessoais. É mexer com fogo, com a possibilidade de construir um espetáculo de queima de fogos ou simplesmente se queimar. Vai depender do profissionalismo que o trabalho terá.
Rafael Souza disse:
Outubro 30 de 2009 às 13:46 hs.
OK! O que a sua empresa esta fazendo para "tirar proveito" disso tudo?Nós temos realizado um trabalho bacana.CrowdSourcing é um grande recurso para isso.souzarafae@gmail.com
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