Os pesquisadores Thomas A. M. Counsell e Julian M. Allwood, do departamento de engenharia da Universidade de Cambridge, descobriram uma maneira de remover tinta suficiente do papel para que ele possa ser utilizado em novas impressões. Com isso, se torna imediatamente reutilizável, sem a necessidade de ser reciclado ou descartado.
O estudo partiu de investigações anteriores sobre o uso de solventes para remover do papel a tinta preta usado nas impressoras. Existem, basicamente, três processos já testados: uso de solvente, esfregação e agitação ultrassônica.
A imersão em solventes retira somente 10% do pigmento. No entanto, quando combinada com a esfregação, a remoção chega a 50%. Por fim, se essas duas etapas forem unidas à agitação ultrassônica, a taxa chega a 80%.
Usando as três técnicas combinadas e misturando diferentes solventes, os pesquisadores conseguiram melhorar o papel a ponto dele se tornar reutilizável. Embora não fique com a mesma qualidade de um papel novo, a impressão pode ser lida sem dificuldade.
A reutilização de papel pode se mostrar um ponto importante na redução do consumo mundial. Segundo dados da Aracruz, parte da maior empresa de celulose do mundo, cada brasileiro consome 39,5 quilos de papel por ano. Nos Estados Unidos, são 300 quilos por pessoa, sendo que a média mundial é de 56 quilos ao ano.
Apesar dos bons resultados, a pesquisa ainda precisa ser validada em outros tonners e tipos de papel. Além disso, são necessárias mais análises para investigar outros aspectos, como a segurança do método, a influência da temperatura e as implicações econômicas e ambientais.
O estudo foi publicado na Proceedings of the Royal Society A.
Notícia originalmente publicada pela Info Online
HSM Online
30/10/2009