03/11/2009 - Cabeça de Líder - Cesar Souza
Você é um líder metacompetente?

Ser competente não serve mais para ganhar o jogo, virou obrigação. Quem não for, nem entra mais em campo.

Ser competente virou uma obrigação. Não serve mais para ganhar o jogo. Quem não for competente nem entra mais em campo. Ou se já estiver nele, vai sair rapidinho. As conhecidas competências técnico-profissionais como capacidade de planejamento, negociação, administração do tempo, comunicação, condução de reuniões, dentre outras,são desejáveis em qualquer profissional, mas não mais se constituem naquele diferencial decisivo que deixará a sua marca na história de uma empresa.

Essas competências já foram codificadas e tentam ser ensinadas a verdadeiras legiões de profissionais, que se esforçam para adquiri-las. Viraram commodities. Servem para, no máximo, transformar você em um ou uma gerente mais eficiente, enquanto as empresas necessitam de líderes eficazes. Servem para torná-los mais competentes, quando as empresas buscam os profissionais metacompetentes.

O "líder metacompetente" – tomo de empréstimo aqui o conceito análogo de “Metacompetência” proposto pelo professor Eugênio Mussak – consegue obter resultados incomuns de pessoas comuns. Surpreende, superando sempre o esperado. Em vez de simplesmente dar ordens e cobrar rendimento, ele ou ela incentiva cada um a fazer o seu melhor, porque dá o seu melhor. Não espera acontecer. Cria as oportunidades. Estimula o senso de urgência, não deixa as coisas para amanhã. Sabe que a equipe só se beneficia da diversidade dos talentos se houver complementaridade.

O líder metacompetente incentiva parcerias, apóia iniciativas. Prioriza o que a equipe precisa, não apenas o que desejam seus integrantes. Consegue o grau de compromisso e de disciplina necessários para realizar sonhos definidos em conjunto, não apenas satisfações imediatistas.

Celebra os sucessos e as pequenas vitórias. Distribui parte dos resultados gerados, em retribuição à comunidade. Avalia desempenho, dá oportunidade, mas sabe detectar os improdutivos. Consegue o que muitos consideram impossível, equilibrar a busca do sucesso profissional com suas necessidades pessoais, familiares, espirituais. Não permite que sacrifícios na esfera pessoal sejam interpretados como demonstração de lealdade à empresa e recompensados com meras promoções ou placas de agradecimento. Sabe compatibilizar as pressões da sobrevivência de curto prazo com as necessidades de longo prazo. O hoje com o amanhã. Cuida do presente enquanto cria o futuro.

Tento dar uma contribuição ao pensamento e à prática gerencial ao propor que o novo paradigma da atuação profissional, em qualquer área, seja a idéia de ser um líder metacompetente, um conceito que nos encoraja a ir muito além do convencional, do job description, do padrão. Ou seja, a desenvolver competências que são transversais às competências essenciais.

Trata-se do aprimoramento das qualidades humanas que potencializam a capacidade técnica. Mais do que bons profissionais o mundo deseja bons seres humanos, exercendo suas profissões de forma surpreendente. Pessoas que executam seu trabalho com paixão e colocam sua alma no que fazem. Metacompetência é o diferencial competitivo que supera as expectativas de chefes e clientes, garantindo o sucesso dos negócios, empregos e carreiras. E agora? Você vai se contentar em ser apenas um profissional competente? Ou vai além?

Por César Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)

Leia também outros artigos deste colunista:

- Você é o líder da sua vida?

- O poder do batom: liderança feminina como vantagem competitiva

- Inspire pelos valores, e não apenas pelo carisma ou autoridade

- Construa pontes, em vez de paredes

- Ofereça uma causa, não apenas empregos

- Forme outros líderes, não apenas seguidores

- Os segredos dos líderes inspiradores

 

HSM Online
03/11/2009

Espaço do leitor: 10 Comentários
Comentários:
Dulci Monteiro disse:
Novembro 24 de 2009 às 11:57 hs.
Cezar parabéns pelo artigo e diferente do mundo de Alice posso lhe dizer que minha coordenação apresenta as principais características da Metacompetência. Claro existem gaps que nós como staff enxergamos e procuramos ajudar. Já que a gestão da minha coordenação é trade off, oque torna tudo mais dificil. Mas um ponto de atenção é que o preço da metacompetência é bastante alto e nem todos estão dispostos a pagar.
Parabéns disse:
Novembro 24 de 2009 às 11:56 hs.
Cezar parabéns pelo artigo e diferente do mundo de Alice posso lhe dizer que minha coordenação apresenta as principais características da Metacompetência. Claro existem gaps que nós como staff enxergamos e procuramos ajudar. Já que a gestão da minha coordenação é trade off, oque torna tudo mais dificil. Mas um ponto de atenção é que o preço da metacompetência é bastante alto e nem todos estão dispostos a pagar.
Guilherme disse:
Novembro 22 de 2009 às 21:08 hs.
Cesar parabéns pelo artigo, acredito que esses conceitos são fundamentais para as empresas que desejam obter vantagem competitiva nesse novo tempo, é uma pena que algumas organizações ainda estão cercadas de líderes que não agem e não pensam dessa forma, e ainda buscam cuidar somente de seus setores não procurando o aprendizado e crescimento organizacional. O que se deve fazer para que esses líderes comecem a enxergar que o mercado está mudando e as exigências passam a ser cada vez mais a valorização e diferenciação do capital humano como fator de vantagem de competitiva?ABRAÇOS
cesar disse:
Novembro 19 de 2009 às 07:51 hs.
Eugenio, não li o Alice. Mas tenho sim convivido na pratica com muitos líderes metacompetentes. Gente de carne e osso. Se tiver interesse indico fontes onde pode perceber e conhecer metacompetentes para que não fique aprisionado ao jargão do "jargão marqueteiro". Sucesso!
cesar disse:
Novembro 19 de 2009 às 07:47 hs.
Wilsongrato pelo comentario. Sua consciencia de que tem um caminho a percorrer já eé um sinal da metacompetencia para enfrentar o futuro! sucesso!
cesar disse:
Novembro 19 de 2009 às 07:14 hs.
CLAUDIO, ser metacompetente NÂo independe da cultura. Um profissional pode ser metacompetente na China, no Brasil ou na Alemanha. Mas o será de forma diferente em cada culktura, cada uma valoriza mais cerots aspectos que utros. Akio morita que presidiu a Sony e tive oportunidade de conhecer´sempre foi metacompetente no que fez. Bernanrdinho tambem o é mas de outra forma. grato pela pergunta e comentario
Eugenio Colin disse:
Novembro 11 de 2009 às 11:21 hs.
Lindo..Bravo, acho que voce assistiu de mais Alice no Pais das Maravilhas, antes de escrever este texto meu amigo. Isso é muito bonito no papel, mas para isso acontecer precisaria ser o Ghandi da Administração Moderna. Esse cara não existe, Jargão Marqueteiro.
Wilson Grison disse:
Novembro 9 de 2009 às 20:11 hs.
Gostei muito do artigo. É tipico de quem sabe das coisas e domina o assunto que aborda. Parabéns! Mas vamos assumir, ser "metacompetente" não é fácil e exige um grau de maturidade e experiência profissional que os que chegam lá se resumem a um pequeno percentual do universo de gestores. O texto é bom e instigante e nos estimula a adotar muitas práticas sugeridas, mas, papel aceita tudo. A prática do que foi proposto, essa sim, é fundamental para fazer a diferença. Com 30 anos de profissão, percebo que tenho algumas caisas boas, mas tenho muito caminho a percorrer. Obrigado pela ajuda.
Neverton Timm disse:
Novembro 6 de 2009 às 16:49 hs.
Concordo plenamente com esse artigo e procuro praticar esses conceitos com intensidade. O líder de hoje transcende a relação profissional com seu colaborador. A zona de influência do líder, junto ao colaborador, vai para além do desempenho e das tarefas, deve ajudá-lo no cerne das relações pessoais. Está cada vez mais difícil separar casa-trabalho. Sugiro um ótimo treinamento de liderança www.timmbusiness.com.
Cláudio K Freitas disse:
Novembro 4 de 2009 às 10:09 hs.
Prezado Cezar, muito interessante sua abordagem. Me diga uma coisa: a Metacompetência independe da cultura, ou seja, o metacompetente é um profissional apaixonado e engajado consigo que gera resultados em qualquer lugar? Pergunto isso em razão de enxergar no engajamento ético, baseado em regras claras e objetivos comuns, a raiz para o surgimento de competências, muitas vezes encapsuladas em mentes que poderiam representar a vantagem competitiva em uma organização, mas não aparecem por causa das estratégias erradas, das posturas distorcidas de diretores que incentivam culturas comodistas, especialmente quando atravessam bom momento econômico.Parabéns pelo texto, Cláudio
<< 1 de 2 >>
Envie seu comentário
  Nome Código  
  Comentários  
HSM não tem responsabilidade alguma sobre comentários de terceiros, os mesmos são de responsabilidade exclusiva de quem os escreveu. HSM reserva o direito de eliminar os comentários ofensivos, discriminantes ou contrários às leis vigentes.
Untitled Document
Patrocinado por:
 
HSM - Inspiring Ideas
Bookmark and Share

ExpoManagement 2009
Clique no icone e veja a galeria completa
 
  Newsletter RSS
Digital
Economia
Gestão
Marketing
Recursos Humanos
Sustentabilidade
News Inspiring Ideas  
HSM Podcasting
 
Untitled Document
Relógio Analógico Masculino Cronógrafo TI27591 Timex Caneta Tinteiro Lamy Safari Preta M17 iPod Touch 8GB - Preto – Apple