Há quem fature bilhões e mantenha-se modesto em seus hábitos e escolhas, socialmente bem ajustado e continue mortal como qualquer um. Warren Buffet, Samuel Klein, Elie Horn são exemplos disso. Ricos de verdade não precisam aparecer!
Surpreendentes são uns “empresariozinhos” de nada que ganham pouco mais que simples executivos à frente de negócios que sobrevivem de sonegação de impostos e exploração de mão-de-obra, achando-se deuses. Ou também aqueles outros que um dia subiram ao paraíso do poder financeiro e de lá caíram destroçados – são eles: o Sr Fulano que teve uma grande companhia, até que um plano econômico varreu tudo para o ralo; o Sr Sicrano que torrou milhões na bolsa tentando alavancagens e só ficou o susto; o Sr Beltrano que herdou um império de pais e avós e o viu evapora por não ter competência em mantê-lo ou fazê-lo crescer, etc. Hoje convivem com a ânsia de serem respeitados. Recorrem a colunas sociais e ao Efeito Denorex: “Parece, mas não é”.
Isto vira doença. E tem nome. É a megalomania. No dicionário: “supervaloração mórbida de si mesmo; predileção pelo grandioso ou majestoso”. É coisa brava. Consta na lista de transtornos psicológicos. O indivíduo acometido tem ilusões de grandeza e poder, vive a obsessão de realizar feitos que não lhe são possíveis executar. Por isso, eles tendem a ver-se como dominadores autosuficientes. Mas é só ilusão. Os poucos que os veneram só o fazem com vistas a obter vantagens. Eles são pessoas fora de órbita e que dificilmente encontram o trilho da vida normal. Vivem seus dias no chamado “limbo social”: têm gostos de ricos e preferências de ricos, mas saldo bancário de catador de lixão. Isto lhes impõe um sofrimento implacável que resulta em desvios sociais e psicológicos.
Por sua vez, prosseguem em seus happy hours bebendo e comendo o que há de melhor, discutindo fórmulas de como fazer milhões e falando mal de quem trabalha. São invejosos e cobiçosos. Após satisfazerem suas frustrações e cupidez com palavras e piadinhas, resta-lhes insistir em pagar a conta – outra forma de preponderância, crucial nesta hora. Assim que o fazem, dão início a um novo drama: onde e como cobrir o saldo negativo no dia seguinte.
Dinheiro é energia pura. Uns ganham enquanto outros perdem. O dinheiro “gira”. Vê-lo como resultado da ciência de ganhá-lo é um equívoco. Ganos reais envolvem contabilidades que a HP-12C não calcula – contabilidades que superam o esforço ou a inteligência. Mas envolve postura, comportamento, atitude, compreensão do bem e do mal. Não só cifrões ou algarismos.
Aparência custa caro demais para qualquer um. Tenho um amigo que diz: “Enquanto o quebrado não reconhecer seu real status e romper com o ciclo de gastos que mantêm a aparência, seu rombo e queda não cessam até que chegue ao fundo do poço. Só consciente disso é que será capaz de evitar a falência total e dar a volta por cima”.
Conta-se que um sujeito era tão megalomaníaco que, durante uma entrevista, quando o repórter lhe perguntou “ Se o senhor fosse D-us, o que faria?”, ele respondeu: “Como assim se eu fosse?”.
Bom e doce é ganhar o pão com suor e paz, reclinar a cabeça no travesseiro e repousar com tranquilidade. Se você deseja ter alguma coisa na vida sem que seja necessário dar satisfações a alguém, se não à Receita Federal, fuja de aparências. Só mentecaptos e desequilibrados precisam disto!
Por Abraham Shapiro (consultor empresarial. E-mail: shapiro@shapiro.com.br)
HSM Online
26/01/2010
Espaço do leitor: 16 Comentários
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Comentários:
Vicente Tadeu Marchi disse:
Fevereiro 7 de 2010 às 10:42 hs.
Dinheiro é energia pura. Como é energia pura,carrega a energia do pensamento de quem o possui ou de quem o recebe. Conheço pessoas com esse comportamento egocêntrico de que são os melhores, não envelhecem e que precisam estar entre pessoas bem sucedidas, mas que de verdade, não conseguem encarar a sua realidade. Se prejudicam alguém, se causam mal a laguém, pouco importa, desde que o seu "ego" esteja satisfeito. A frase inicial, considero uma verdade igualmente pura e verdadeira. Quando temos essas pessoas por perto, precisamos ficar atentos, para que a conta não caia nas nossas mãos. Pessoas com esse comportamento precisam de tratamento, mas para eles a sociedade é que é doente.
Vicente Tadeu Marchi disse:
Fevereiro 7 de 2010 às 10:41 hs.
Dinheiro é energia pura. Como é energia pura,carrega a energia do pensamento de quem o possui ou de quem o recebe. Conheço pessoas com esse comportamento egocêntrico de que são os melhores, não envelhecem e que precisam estar entre pessoas bem sucedidas, mas que de verdade, não conseguem encarar a sua realidade. Se prejudicam alguém, se causam mal a laguém, pouco importa, desde que o seu "ego" esteja satisfeito. A frase inicial, considero uma verdade igualmente pura e verdadeira. Quando temos essas pessoas por perto, precisamos ficar atentos, para que a conta não caia nas nossas mãos. Pessoas com esse comportamento precisam de tratamento, mas para eles a sociedade é que é doente.
Vicente Tadeu Marchi disse:
Fevereiro 7 de 2010 às 10:40 hs.
Dinheiro é energia pura. Como é energia pura,carrega a energia do pensamento de quem o possui ou de quem o recebe. Conheço pessoas com esse comportamento egocêntrico de que são os melhores, não envelhecem e que precisam estar entre pessoas bem sucedidas, mas que de verdade, não conseguem encarar a sua realidade. Se prejudicam alguém, se causam mal a laguém, pouco importa, desde que o seu "ego" esteja satisfeito. A frase inicial, considero uma verdade igualmente pura e verdadeira. Quando temos essas pessoas por perto, precisamos ficar atentos, para que a conta não caia nas nossas mãos. Pessoas com esse comportamento precisam de tratamento, mas para eles a sociedade é que é doente.
Vicente Tadeu Marchi disse:
Fevereiro 7 de 2010 às 10:40 hs.
Dinheiro é energia pura. Como é energia pura,carrega a energia do pensamento de quem o possui ou de quem o recebe. Conheço pessoas com esse comportamento egocêntrico de que são os melhores, não envelhecem e que precisam estar entre pessoas bem sucedidas, mas que de verdade, não conseguem encarar a sua realidade. Se prejudicam alguém, se causam mal a laguém, pouco importa, desde que o seu "ego" esteja satisfeito. A frase inicial, considero uma verdade igualmente pura e verdadeira. Quando temos essas pessoas por perto, precisamos ficar atentos, para que a conta não caia nas nossas mãos. Pessoas com esse comportamento precisam de tratamento, mas para eles a sociedade é que é doente.
Ricardo Medvid disse:
Janeiro 30 de 2010 às 04:47 hs.
Muito bom o texto Shapiro, Eu vim de uma multinacional de bens de consumo de alto valor (motocicletas) e por dentro das cortinas de um negócio milionário vi , com mais frequencia do que gostaria, "empresários" que na necessidade de passar uma imagem de sucesso, para enganar seus parceiros tanto comerciais quanto pessoais, faziam dívidas (financiavam) bens que não podiam pagar e muitas vezes apareciam, eram vistos, devolviam e sumiam.
Cristina Costa Cox disse:
Janeiro 29 de 2010 às 13:30 hs.
A percepção da realidade é que pode motivar a busca de novos caminhos. Parabéns pelo artigo, deparamos todos os dias com pessoas que se comportam dessa forma.Eè a realidade.
Sena disse:
Janeiro 28 de 2010 às 07:00 hs.
excente texto. tomara q o Sr Sicrano perceba seu erro, antes de virar pó.
Maria Ilza disse:
Janeiro 27 de 2010 às 15:58 hs.
Excelente! bom saber que algumas pessoas têm pensado no comportamento e na atitude dos humanos no mundo mecanicista que vivemos!
Wanderley Coelho disse:
Janeiro 27 de 2010 às 15:09 hs.
janeiro 27 de 2010 ás 17:05 hsMuinto bom Abrahan!! específico...
Raíff disse:
Janeiro 27 de 2010 às 07:37 hs.
Fulano, Cicrano e Beltrano vivem preenchendo tablóides e o horário nobre em escândalos e mensalões.PARABÉNS PELO ARTIGO.
Luciana Genta disse:
Janeiro 27 de 2010 às 04:47 hs.
O ter superando o ser! Ter a necessidade de ganhar e mostrar: poder! “O verdadeiro caráter de um homem irá se manifestar apenas quando lhe for delegado poderes, pois quando tiveres o destino de outros à sua mercê, é chegada a hora de avaliar que tipo de animal habita o teu serâ€. (Ivan Teorilang). Parabéns pela abordagem!
Adalberto Tierres disse:
Janeiro 26 de 2010 às 16:05 hs.
Fantástico. Por favor, publiquem mais artigos com conteúdos valorosos como este.
Julia disse:
Janeiro 26 de 2010 às 14:36 hs.
Abraham, sensacional sua abordagem retratando comportamento das pessoas megalomaníacas, principalmente nesse país onde a aparêcia conta mais, ao invés daquilo que elas realmente tem e são.De muito valor seu texto, parabéns!
Diego Alves disse:
Janeiro 26 de 2010 às 14:06 hs.
Abraham, seu artigo ficou muito bom!Só ficou um equívoco no meu entendimentoquando você cita "mas saldo bancário de catador de lixão". Bom, creio que o amadurecimento - esclareço que não sou experiente de vida, tenho 19 - vem ao tempo! Só fiquei surpreso porque alguns dias atrás na rede Band um "tal" jornalista com "nome"nacional cometeu uma gafe que gerou repercussão em vários meiosde comunicação, e você agora fez um pequeno comentário de minúscula ironia que passa até despercebido no decorrer do texto. Mas tude bem. Você citou no texto sobre Warren Buffet, Samuel Klein e Eli Horn; talvez tenhamos uma lista de vários bilionários e milionários que não consideram-se os "deuses" do mundo e que apresentam caráter "humano e humilde". Temos vários! Já os megalomaníacos, não precisamos citar quem são porque eles "auto se divulgam".Parabéns Abraham!
Marcelo disse:
Janeiro 26 de 2010 às 13:24 hs.
Excelente e corajoso artigo uma pena que se o proprio megalomaniaco ler ele nao vai se identificar, mas faz parte do sua patologia.
Guilherme de Paola disse:
Janeiro 26 de 2010 às 13:02 hs.
Sensacional o texto. Parabéns!!