Como já deve ser do conhecimento do leitor, a palavra "bonsai" identifica uma técnica japonesa utilizada para inibir o crescimento de determinadas plantas cultivadas em vasos. Mas o que indicaria a expressão "empresa bonsai"?
Para explicar esta expressão, sirvo-me da triste história apresentada a seguir: Faz algum tempo, fui convidado por Renata, herdeira de uma empresa metalúrgica, para um almoço. Nos conhecemos há cerca de uns sete anos, quando ela solicitou uma proposta para aperfeiçoamento da estrutura organizacional desta empresa, acreditando que seria a coordenadora deste trabalho.
A proposta foi apresentada primeiramente a ela e, depois, para seu pai que, apesar dos seus vários pedidos de esclarecimento e das várias promessas de pensar a respeito do assunto, nunca permitiu que os trabalhos previstos na proposta fossem realizados. Sem dúvida ela ficou frustrada. Ao longo do tempo, outras sugestões suas foram desprezadas. Mas o que a levou a desistir de atuar com seu pai, foi ouvi-lo dizer que a ela faltava "intuição para o negócio".
Durante o almoço, Renata comentou a situação da empresa que ela herdara com a morte de seu pai: poucos e antigos clientes cheios de privilégios, equipamentos e processos arcaicos, empregados acomodados e defasados; aspectos que juntos só se sustentavam porque todos os bens da empresa e os particulares de seu pai estavam comprometidos com bancos. Portanto, não lhe restava (segundo o seu entendimento) nenhuma alternativa senão fechar a empresa e ficar conhecida na cidade, como aquela que não teve competência para dar continuidade a um empreendimento que o pai havia preservado durante mais de quarenta anos.
Buscando um meio para explicar-lhe o ocorrido naquela empresa de tal forma que ela percebesse não adiantar se sentir culpada nem acreditar que haveria outra saída, recorri a uma comparação entre sua empresa e um bonsai.
Seu pai havia cuidado daquela metalúrgica durante muito tempo como se fosse uma destas arvorezinhas mantidas em pequenos vasos, que servem somente como ornamento. O orgulho do patriarca era participar das reuniões do grupo de empresários da cidade, do qual era um dos fundadores, podendo sempre afirmar que não devia nada a fornecedores, não tinha nenhum processo contra sua empresa na justiça trabalhista, nem deixava de cumprir seus compromissos junto aos seus clientes.
Ou seja, a sua empresa-bonsai tinha folhas verdes, seu tronco era firme e livre de pragas, suas raízes ocupavam todo o espaço do pequeno vaso onde estava aprisionada, sendo permanentemente cortadas pelo empresário que não a desejava maior do que aquilo que ele era capaz de dominar e controlar. Portanto, nutria a empresa com o suficiente para continuar viva, mas não lhe dava a menor chance de se desenvolver. Assim, ele e sua empresa permaneciam isolados sem agredir e sem serem agredidos. Impedindo que a filha participasse efetivamente do mundo dos negócios, mantinha alguns traços vitais qual um paciente em coma mantido vivo com a ajuda de aparelhos. Porém, não tinha vitalidade.
A arvorezinha não dava sombra para abrigar processos saudáveis, capazes de fornecer frutos generosos e disputados pelos clientes, pois de tanto ser podada se via na total impossibilidade de conquistar outros atributos e, acanhadamente, se contentava com a longevidade.
Agindo desta maneira, o patriarca somente preservou seu orgulho. Este foi seu único patrimônio. A dor e a vergonha de Renata são somente parte do preço pago para manter a frágil imagem de empresa saudável dirigida por um empresário autoritário e centralizador. Para Renata, não restou alternativa senão fechar a empresa, enfrentar a opinião pública com serenidade, perdoar seu pai e prosseguir na sua carreira.
Por Sebastião de Almeida Júnior (diretor da Almeida & Cappeloza Consultores Associados. E-mail: seba@almeidaecappeloza.com.br)
HSM Online
27/01/2010
Espaço do leitor: 31 Comentários
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Comentários:
Ana disse:
Fevereiro 3 de 2010 às 04:44 hs.
Bastante esclarecedor o artigo mostrando a realidade de várias empresas familiares que pensam "assim que cresci, assim que estou no mercado até hoje e assim que pretendo ficar, o bonsai mais "experieeeeente" do mercado.
Marinho disse:
Janeiro 31 de 2010 às 17:22 hs.
Sou consultor organizacional em BH, meu maior trabalho e mostrar para um empresário que ele tem que mudar, alias não perco tempo em cada segundo mostro que se não mudam, poderam morrerem junto com a empresa é só questão de tempo.
hugo tropical disse:
Janeiro 29 de 2010 às 09:47 hs.
Como este caso existem vários outros em nosso país. A gestão ainda é muito amadora e a miopia empresarial ainda´faz parte do contexto de algumas empresas.
Leandro Barco disse:
Janeiro 29 de 2010 às 07:03 hs.
Excelentes os comentários, e parabéns à Michele, que demonstra a sua perseverança de sequoia sobre o cultivo do bonsai, e que agora, colhe a semente, para crescer. Acredito que todos nós comentaristas agradecemos ainda mais ao nosso colunista (Sebastião de Almeida Júnior), por além de trazer a tona tão importante debate e questionamento, a atenção prestada aos comentários. A coluna gerou frutos que estão crescendo ainda mais, e provando que adminsitração realmente é algo muito mais interessante do que muitos pensam, que várias visões surgem até mesmo quando existe a observação de ângulos idênticos. E ainda mais somos às vezes "bonsai" porque acreditamos não ter força para crescer além do nosso "vaso" cotidiano.
Michelle C M disse:
Janeiro 28 de 2010 às 14:00 hs.
Sou sucessora de uma empresa familiar, passo pelas mesmas dificuldades apresentadas no texto bem como toda empresa familiar. Meus pais tinham visão centralizada, nunca queriam crescer, assim como o bonsai, do jeito que estava estava bom. Foi quando a empresa começou a crescer sozinha e nós não aumentamos as vendas pra outros lugares, pq queriam "ser pequenos"(bonsais).Por fim, a empresa foi entrando em crise, e quando menos esperávamos estavamos a beira da falência. Assim que assumi a empresa, a minha decisão de manter ela ou não, foi muito difícil. Fico nervosa, stressada, o peso da responsabilidade em minhas mãos, parece que o mundo está contra, porém, sou teimosa e empreendedora. Minha posição foi de não desistir, contrariando a tudo e a todos os invejosos que queriam um fim de nossa empresa. Por mais que meus pais estivessem cansados e desanimados com a situação nunca perdemos a "sabedoria" do negócio. Mesmo sem capital de giro, e depois de 30 anos de mercado, não me falta coragem de recomeçar com mais entusiasmo, é a história de minha família. Além do mais, agora sei onde estão os erros que cometemos, e mais importante, meus pais passaram a entender que é necessário uma idéia inovadora do filho junto da experiência deles. Ganhei confiança deles, batalhei por isso, e foi difícil.Depois de muitas brigas e crise, mas não deixei a empresa fechar. Agora sim, percebi que me deram votos de confiança e posso dizer que sou a herdeira por mérito da empresa. Sei que se começar novamente vou ser uma grande Sequoia e não mais um Bonsai. Espero que fique a lição pra todos. Por mais dificuldades, estress que temos, confio no meu talento no meu produto, tenho visão do que errei para poder fazer direito no futuro. Se você acreditar, vai dar certo.Obrigada por essa matéria, desejo a todos muito sucesso em suas caminhadas, pois eu tenho muito que adubar minha árvore ainda. MCM
Sebastião de Almeida Júnior disse:
Janeiro 28 de 2010 às 13:56 hs.
Fico muito feliz por contribuir para o debate em torno da saúde da Empresa, ao observar o número e a diversidade dos comentários constantes neste espaço. Todos são pertinentes.Destaco os comentários compreensivos de Heloisa Durante, Rei Castro, Francisco Azevedo, Fernando Palhares, Anderson Silva, Ana, em função da compaixão demonstrada por Renata e seu pai.Ao me servir desta analogia, não pretendo desmerecer nem a arte do "bonsai" nem a gestão de empresas de diferentes portes. Sugiro apenas que o DIÁLOGO é uma alternativa interessante quando praticado em determinadas situações. Por exemplo: quando se observa que uma determinada Versão ou Estilo passa a gerar mais riscos do que oportunidades para a manutenção da saúde de uma empresa.Àqueles que regitrarem suas questões e e-mails em suas mensagens, encaminharei minhas respostas.A todos, muito obrigado.
Cris Alessi disse:
Janeiro 28 de 2010 às 12:01 hs.
Acho que o grande problema é a falta de empreendedorismo. Muitos "donos de negócios" são experts em suas áreas, porém não têm a visão empreendedora e arrojada que o mercado necessita e exige.Essas empresas só crescem até um determinado ponto. Seu processo de declínio é longo e demorado e certamente começa bem antes do momento que seus donos notam.
Heloisa Durante disse:
Janeiro 28 de 2010 às 11:34 hs.
Acredito que não podemos julgar a postura da Renata, pois só a pessoa que passou sabe o que aconteceu. Se ela deveria ou não ter tomado uma postura mais arrojada, não podemos saber, pois cada coisa tem seu tempo, pois ela poderia ter tomado esta postura, e não estar preparada para assumir as questões que viriam a frente.A analogia com o bonsai ficou interessante, já que em vez de se tornarem belas e grandes árvores acabam ficando presa a uma vaso.Ou seja, tira a possibilidade da empresa crescer e se desenvolver, podendo gerar frutos maiores e melhores.
Rei Castro disse:
Janeiro 28 de 2010 às 11:30 hs.
Já passei por 2 empresas familiares e é sempre assim mesmo...o grande boss até inventa uma coisinha aqui e outra ali. Mas quer o resultado pra ontem, ou prefere não fazer nada. Fora que não há espaço para crescer, pois passar na frente dos outros familiares que estão na empresa simplesmente não existe. Acho que as empresa familiares que não dão certo em um fim merecido.Nosa colega Renata merece começar do zero e ter muito sucesso no futuro por ter tido tanta paciência ao lobngo de sua vida
Katia Cecotosti disse:
Janeiro 28 de 2010 às 08:34 hs.
Acho que a herdeira perdeu dois grandes momentos desafiantes: o primeiro quando seu pai ainda era vivo. Perdeu a oportunidade de mostrar-lhe inovações e apresentar resultados (água mole em pedra dura tanto bate até que fura). E o segundo desafio que Renata perdeu foi o de reformular toda a empresa e ser de fato a sucessora. Líderes centralizadores e autoritários existem nas melhores famílias e nas melhores empresas. O desafio é esse, aprender com a diversidade.
Francisco Azevedo Firjan/RJ disse:
Janeiro 27 de 2010 às 18:33 hs.
Acontecimentos como estes são frequentes no mercado. Gestores acomodados e satisfeitos(estagnados) atrapalhando o crescimento de empresas com futuros promissores. São características de empresas familiares onde a dificuldade dos sucessores em implantarem inovações são barradas por pessoas que ficam no tempo. O trabalho de concientização por estes sucessores deve ser incansável e resiliente para obtenção do sucesso contínuo.
Rui Martins disse:
Janeiro 27 de 2010 às 16:11 hs.
Concordo que metáfora da empresa de Renata com o a arte do Bonsai, a não ser pelo cuidado de cuidar p que fique pequena, não foi justa com essa arte milenar. No Bonsai o objetivo é que ela fique pequena (ou anã) mas tenha aparência e desenvolvimento de grande, que seja uma planta adulta, com frutos e todas as características de sua similar em tamanho normal.A questão a se colocar é: 1. O que queria Renata para sua vida? Ela estaria disposta a enfrentar uma mudança longa e trabalhosa para mudar o rumo e o destino da empresa? Em caso positivo, é claro que saídas sempre poderão existir, antes de se resolver encerrar as atividades e gerar mais um pouco de desemprego. Decidir se ela continuaria a ser um bonsai ou uma sequóia seria determinante para o estabelecimento de estratégias. Será que vale à pena crescer? Kenneth Galbraith dizia que o negócio é ser pequeno. Que qualidade de vida teria Renata durante este processo de crescimento a, sabe-se lá que limite? A intenção do líder vai determinar o rumo, a não ser que outro, ou outros liderem.A discussão é longa.Valeu o artigo, basta ver qtos comentários gerou.
EDNALVA COSTA disse:
Janeiro 27 de 2010 às 14:28 hs.
REALMENTE FICOU MUITO DIFICIL PARA RENATA,MAIS TUDO ISSO NÃO SERVE PARA REFLETIR PARA MEMBRO DA FAMILIA POIS PODEMOS EXATAMENTE RECOMECAR TUDO NA VIDA E ADMINISTRAR REALMENTE NÃO E TAREFA PARA QUALQUER PESSOA.
Anderson Silva - RJ disse:
Janeiro 27 de 2010 às 14:08 hs.
Infeliz a analogia do autor entre uma empresa familiar (falida ou não) e a arte do Bonsai. Se procurasse se interar um pouco mais veria que o Bonsai é uma arte em constante evolução, embora sua aparência não demonstre e cujo sua principal filosofia é miniaturizar a natureza (árvores ou paisagens). Tudo isso com muito planejamento, estudo sobre a fisiologia da planta, suas espécies, técnicas, estilos, etc. Logo, longe de uma comparação tão simplória e cheia de julgamentos como esta.
Leandro Barco disse:
Janeiro 27 de 2010 às 13:11 hs.
Observando todos os comentários, e ainda analisando a história do autor, pode-se compreender que realmente torna-se um tanto complicado julgar e impetrar culpa a qualquer dos personagens. É claro que o bonsai necessita de atenção e cuidado, assim como uma sequóia que, se não cuidada e cercada de segurança não fará crescer e germinar a semente do tamanho de uma cabeça de alfinete. E, ainda mais se a mesma história ou tantas que conhecemos, tivesse tido o exemplo de sequóia, como quantas "grandes árvores" que nos são mostradas dia-a-dia e se estatelam no chão pelas mãos do homem que com excesso de perspicácia decidiu minar o terreno em que ela estava plantada, acreditando que quanto mais água recebesse, mais frondosa e alta seria. Dosar o interesse em crescer é preciso, cuidar para crescer é necessário, porém o mais importante é crescer como sequóia utilizando cuidados de bonsai. Deixemos de usar o julgamento como parte integrante de um processo sem que tenhamos conhecimento das situações. Valer-se de exemplos se faz necessário para uma compreensão. Abraço a todos os leitores e comentaristas.
Marcio Marini disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:48 hs.
Trabalho ha mais de 40 anos, sempre em empresas familiares, de pequeno, medio e grande porte. Normalmente o comportamento do proprietário é semelhante ao do pai da Renata, afinal para que mexer no que está dando certo, e sempre centralizando administração e as decisões. Acredito que se a Renata, ao inves de desistir de trabalhar com o seu pai, estivesse ao seu lado, procurando mostrar as suas ideias, hoje ela não estaria herdando uma empresa na situação em que ela se encontra (na visão dela).Temos exemplos de empresas familiares que se tornaram verdadeiras potencias, mas também temos exemplos de falencia da empresa ao tentar se tornar maior.Acredito que o principal erro da Renata, foi abandonar o pai, ao invés de juntos tentarem achar uma situação conciliatória entre a posição do pai e da propria Renata
C. Biolchini disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:48 hs.
Não concordo em ficar amarrada a laços familiares. Caso estivesse na mesma situação da Renata, teria me desligado da empresa de meu pai e construido meu próprio caminho. Meu pai morreu quando eu tinha apenas 6 meses, e com mais 6 filhos minha mãe ensinou-nos a ter nossas próprias vidas e não depender de ninguem. hoje tenho 40 anos e uma empresa de pequeno porte que construi com muito suor e trabalho.Vende, leiloa, dá... se livra do elefante branco e mostra para a "sociedade" que você pode...
Fernando Palhares disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:16 hs.
Aos comentáristas, sobram palavras, contrarias ou não, mas sobram ao esmo. Experimentem se colocarem no papel de Renata, incorporem, não apenas imaginem. Todos temos cargos, profissões definidas e de repente um urso branco surge esperando de voce um comando....o que fariam? Que ordem dariam ao mesmo? Quantos não correriam de medo?Enfrentar o urso é um grande desafio, envolve perfil, estilo e principalmente conhecimento! Os categoricos dirão que o conhecimento o tempo trará, mas o tempo nos cobra muito caro a espera do conhecimento. Fugir do urso é uma solução de sobrevivencia, Renata preferiu sobreviver a ter que carregar o urso nas costas. E a grande questão é: Quantos ursos brancos "enormes" estão aparecendo por ai e muitos estão fugindo em vez de doma-los!!!! É a sobrevivência dominando o mercado....
Clodemir Pires disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:11 hs.
Bem, comparar uma administração empresarial com o cultivo de um bonsai é um tanto quanto arriscado. Há erros numa adminstração sim há. Da mesma forma é cômodo dizer para o herdeiro "vamos fazer assim..." porém quando se esta do outro lado da situação é bem mais complicado. No caso da Renata faltou-lhe argumentações fortes e provar que as mudanças seriam necessárias para manter a empresa saudável. Porém o bansai expressa a saúde e beleza natural, mas, principalmente, para servie de veículo à meditação. Creio que faltou isso para ambos, pai e filha.
Filipe Vargas disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:10 hs.
Desculpem, não sei o que aconteceu, mas apareceu várias vezes meu comentário, e incompleto.
Filipe Vargas disse:
Janeiro 27 de 2010 às 11:07 hs.
Esse texto reflete bem a visão do estilo "grandes consultores empresariais"; "glamour empresarial"; "grandes corporações empresariais"; etc.Meu caro Sebastião de Almeida Júnior, diretor da Almeida
Anderson Silva disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:55 hs.
Olá!Pela minha experiência no SEBRAE-MG entendo o lado de Renata, uma vez, que grande parte dos problemas enfrentados nas pequenas empresas decorrem da autoconfiança de seus fundadores que não aceitam opiniões, principalmente, de familiares ou, simplesmente, não tem coragem de realizar grandes mudanças. Ouvi um caso, no qual, o pai de um Consultor Sênior de Marketing do SEBRAE faliu, mas não aceitou a opinião de seu filho.Concordo com a Sra. Andrea, pois as informações não são suficientes para julgamentos.
Paulo Cesar Mangia disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:52 hs.
Uma ótima historia. Vale a reflexão!!! Todos temos objetivos na vida, sejam eles profissionais , amorosos e patrimoniais , que as vezes aos olhos de outros parecem pequenos e incoerentes. Como no caso do empresário que quer apenas manter a empresa no tamanho que ele achava ideal. Faltou ai perguntar o que o empresário desejava para seu negócio. Agora com sua morte , sua filho poderá quebrar o vazo e permitir que a planta cresca.
Thales da Cruz disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:47 hs.
À menos que Renata tivesse muito bem em sua carreira, concordo com Giorgeo Lima. Renata é mais uma em meio à massa dos profissionais do momento: formados em "grandes" universidades que muito observam e concluem, ou seja, analistas altamente especializados. Porém, na hora de mostrar atitude e provar o resultado ansiosamente galardoado, se embaraçam. Acho que é por isso que virou moda ser "consultor empresarial".
Pavanelli disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:42 hs.
Fácil é julgar! Dificil é administrar... mais dificil ainda é manter um negócio intacto por tantos anos!!! Você já experimentou cuidar de um Bonsai??? Como se isso fosse fácil... Não é para qualquer um, e exige muita atenção e cuidados! O artigo em questão é muito útil para certo tipo de reflexão, onde o poder centralizador realmente impede o crescimento da empresa, porém ao julgar superficialmente a questão, o autor perde o foco e potencializa as frustações de Renata, que imcopetentemente, é incapaz de gerir e reerguer o que seu pai construir. Como disse, fácil é julgar...difici mesmo é acreditar e trabalhar para que tudo se alinhe de novo!
Andrea Guerreiro de Souza disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:41 hs.
Olá! Nem tanto ao céu nem tanto ao mar... Em relação aos personagens não podemos ser críticos ao extremo, pois apenas ilustram uma situação bastante comum em empresas familiares. O "empresário" apresentado no artigo é típico de um tempo no qual era fundamental manter o controle centralizado. Não estava errado dado o cenário da época... Por outro lado, a "herdeira" não pode ser culpada por fechar a empresa visto que não são conhecidos todos os aspectos envolvidos.
Ana disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:26 hs.
Desculpe comentaristas, mas parece que vale ler novamente o texto e destacar:"aspectos que juntos SÓ SE se sustentavam porque TODOS OS bens da empresa e os particulares de seu pai estavam COMPROMETIDOS com bancos."Sebastião Almeida Júnior, obrigada pela importante reflexão. Abraço.
George Lima disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:19 hs.
O texto nos leva ao caminho simplista do julgamento, tanto de Renata quanto do seu Pai, empresário pouco afeito às mudanças. Penso que, de um modo geral, este é um comportamento típico destas duas gerações confrontadas na história citada, onde pai e filha estavam apresentando seu comportamento típico fruto das vivências/contexto que cada um sente correr nas veias. Mesmo sendo contra o julgamento tão pouco embasado, vejo que faltou à herdeira a vitalidade que elea identificou (também) faltar à empresa do pai. Fez o diagnóstico correto e não implementou as ações que achava necessárias. Falhou.
Renato disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:14 hs.
Não concordo com a colocação do Sr. Julio, pois o mesmo esta julgando uma situação, sem ter todos as informações em mãos.Desta forma é facil criticar.
Palmas disse:
Janeiro 27 de 2010 às 10:08 hs.
Gostaria de saber se não é possível ter uma empresa bonsai lucrativa e como todo bonsai sem pretenção de crescer mais do que o vaso que ocupa.abraços,palmas@gmail.com
Júlio Campos Neto disse:
Janeiro 27 de 2010 às 09:59 hs.
Discordo totalmente da atitude da herdeira Renata. Apesar da história não fornacer dados e números precisos da empresa, a atitude de não recomeçar ou não lutar pela a história empresarial da sua família e bens familiares demonstraram que seu pai-fundador tinha a razão. Ela e fraca e sem tine empresarial. Após a morte do seu pai, ela deveria ter criado uma nova história de vida e ter lutado para reerguer a sua empresa herdada e provar a todos que ela era capaz. No final, com a oportunidade na mão, ela falhou.