Recursos Humanos
Como anda a confiança do brasileiro no líder de sua empresa?

 

Segundo o estudo mundial do Korn/Ferry Institute, a confiança dos executivos brasileiros cresceu e atingiu 72 pontos

Fim de crise é hora de retomar o crescimento. Para isso, é essencial acreditar na liderança e perceber que a companhia está no caminho certo. Mas, como anda a confiança dos executivos nos líderes de suas empresas? Para desvendar esse cenário, o Korn/Ferry Institute preparou o Índice de Confiança das Lideranças que analisa questões como confiança, responsabilidade, direcionamento tomado pela liderança e, também, quais as características mais importantes para estimular o aumento da confiança nas corporações.

Em sua quarta edição, o estudo foi conduzido durante o quarto trimestre de 2009 e ouviu 500 executivos de mais de 10 países. Os resultados apontam crescimento de confiança na liderança: a média global atingiu 71 pontos em uma escala de 100. No Brasil, 50 executivos foram entrevistados e demonstram otimismo maior que a média global: 72% dos executivos confiam na liderança de suas empresas. Entre os fatores que mais influenciaram o crescimento da credibilidade está o aumento na confiança das habilidades de liderança dos chefes diretos e nos membros do conselho administrativo.

"Grande parte da confiança apresentada pelos brasileiros é reflexo do desempenho do país durante a crise econômica.", afirma Sérgio Averbach, presidente da Korn/Ferry International na América do Sul. "O país sofreu impacto, mas os grandes líderes mantiveram a administração de forma transparente e segura para seus colaboradores", complementa.

Credibilidade - Segundo o índice, a média global de credibilidade dos líderes subiu dois pontos, alcançando 71 numa escala que vai a 100. As Américas do Sul e Central apresentaram maior aumento, passando de 67% para 72%, enquanto que executivos da América do Norte mantêm os 75%, resultado idêntico ao anterior. Já a Ásia Pacífica atingiu os 74% e a Europa 65%.

Confiança - A pesquisa também questionou os executivos sobre a confiança nas lideranças. A pontuação se manteve igual a do trimestre anterior, com 72%. Neste quesito, novamente a América do Norte apresenta maior índice de confiança em relação aos seus líderes, superando a média global e atingindo 80%. A Europa continua a ser mais cética em relação a sua liderança, com 63%. Ásia ficou com 73% e Américas do Sul e Central com 75%.

No estudo, os executivos também apontaram os principais impulsionadores de confiança. Entre os destaques estão a adesão de forma consistente aos mais altos padrões de conduta empresarial e o comprometimento dos colaboradores em entender e seguir o código de conduta da companhia.

Composição da liderança

Outro objetivo do Índice é classificar as características mais importantes para a construção da liderança. Para tanto, os executivos foram convidados a distribuir um total de 100 pontos em sete categorias, resultando no ranking abaixo:

1) Habilidade estratégica (19)
2) Habilidade operacional (16)
3) Habilidade pessoal e interpessoal (15)
4) Coragem (13)
5) Energia e iniciativa (13)
6) Performance no gerenciamento financeiro (12)
7) Habilidade de posicionamento organizacional (11)

Observa-se que este ranking sofre alterações de acordo com o posicionamento geográfico. Nas Américas dos Sul e Central, o desempenho no gerenciamento financeiro ficou três pontos acima da média geral. Já para os executivos da America do Norte, as habilidades estratégicas e as competências pessoais e interpessoais ganham mais destaque, superando a média global. Enquanto isso, os asiáticos dão maior importância às habilidades operacionais em detrimento das capacidades pessoal e interpessoal.

Direcionamentos

Os executivos também foram questionados se consideravam que as decisões tomadas pela liderança e os rumos da empresa estavam corretos. O resultado global mostrou um encorajador resultado de +22,6 numa escala que vai de -100 a +100. Américas do Sul e Central são as que mais acreditam que as lideranças estão no caminho certo, com +48, 5, Ásia Pacífica aparece em segundo com +37,4. Europa corresponde a +21,5. A América do Norte foi a única região a se mostrar negativa, ficando com -4,2.


HSM Online
08/02/2010

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